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Covid: Brasil completa duas semanas com média de mortes abaixo de 400

No total, 605.884 pessoas já morreram no Brasil em decorrência da covid-19. - Antônio Molina/Zimel Press/Estadão Conteúdo
No total, 605.884 pessoas já morreram no Brasil em decorrência da covid-19. Imagem: Antônio Molina/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Carolina Marins, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

25/10/2021 18h42Atualizada em 25/10/2021 20h26

O Brasil completou hoje 14 dias seguidos com a média móvel de mortes por covid-19 abaixo de 400. Hoje, este dado ficou em 338. A média é calculada a partir dos números obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.

Com a média de hoje, o país saiu da tendência de queda que apresentou nos últimos quatro dias e voltou à estabilidade com -8% na comparação com 14 dias atrás.

Desde as 20h de ontem, foram registrados no país 202 óbitos pela doença. Às segundas-feiras, porém, este número costuma ser mais baixo do que o normal, devido a um represamento de dados que acontece no final de semana, quando há menos funcionários trabalhando.

Justamente por isso, a média móvel é considerada o melhor indicador para analisar a pandemia, pois corrige as flutuações nos dados das secretarias de saúde que ocorrem aos fins de semana e feriados.

Este dado dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre esses dois valores, estabilidade.

No total, 605.884 pessoas já morreram no Brasil em decorrência da covid-19.

Acre, Ceará, Roraima e Sergipe não registraram nenhuma morte nas últimas 24 horas. Minas Gerais não registrou nenhum óbito porque teve problemas com o sistema.

Sem considerar Minas Gerais, dez estados tiveram queda na média móvel de mortes, enquanto oito tiveram aceleração. Outros sete estados e o Distrito Federal tiveram estabilidade.

Das regiões, apenas o Sul teve alta, com 42%. Já Centro-Oeste e Sudeste tiveram queda, com -20% e -24%, respectivamente. As demais se mantiveram estáveis: Nordeste (5%) e Norte (10%).

Desde as 20h de ontem, o Brasil ainda registrou 7.573 novos casos de coronavírus — a média móvel de diagnósticos positivos é de 11.921. No total, já foram feitos 21.734.889 diagnósticos da doença.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-3%)
  • Minas Gerais: queda (-32%) *O estado não divulgou dados até às 20h de hoje, portanto, a variação se refere a média móvel de ontem
  • Rio de Janeiro: queda (-24%)
  • São Paulo: queda (-30%)

Região Norte

  • Acre: estável (0%)
  • Amazonas: queda (-60%)
  • Amapá: estável (0%)
  • Pará: alta (28%)
  • Rondônia: queda (-41%)
  • Roraima: alta (233%)
  • Tocantins: alta (76%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (0%)
  • Bahia: alta (21%)
  • Ceará: alta (40%)
  • Maranhão: queda (-44%)
  • Paraíba: estável (-4%)
  • Pernambuco: estável (-11%)
  • Piauí: queda (-29%)
  • Rio Grande do Norte: alta (36%)
  • Sergipe: queda (-17%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (-13%)
  • Goiás: queda (-18%)
  • Mato Grosso: queda (-24%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-65%)

Região Sul

  • Paraná: alta (55%)
  • Rio Grande do Sul: alta (28%)
  • Santa Catarina: estável (14%)

Dados do Ministério da Saúde

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 160 novas mortes causadas pela covid-19 no Brasil, segundo boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, a doença já provocou 605.804 óbitos em todo o país.

Pelos números divulgados pelo ministério, houve 5.797 testes positivos para covid-19 entre ontem e hoje no Brasil, elevando o total de infectados para 21.735.560 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 20.922.633 casos recuperados da doença até aqui, com outros 207.123 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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