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Conteúdo publicado há
1 mês

Vecina: Pandemia revelou importância do SUS e ganância dos planos de saúde

Colaboração para o UOL

09/12/2021 10h10Atualizada em 09/12/2021 11h46

Fundador da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e colunista do UOL, Gonzalo Vecina criticou a possibilidade levantada pela FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) de reajustar as mensalidades dos planos de saúde.

A entidade argumenta que o custo de cada paciente com covid-19 internado em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) de hospitais que atendem a convênios médicos quase triplicou, com aumento de 187%, desde o início da pandemia.

"Esta pandemia desvelou que este é um país brutalmente desigual, que o SUS é fundamental. Essa notícia desvela o apetite pantagruélico que estes planos de saúde têm por ganhar dinheiro e não oferecer saúde", disse o médico sanitarista ao UOL News hoje (9).

A FenaSaúde atribui o aumento do custo de internação ao "aumento da demanda [mais pacientes doentes], dos poucos fornecedores, aumento de custos logísticos, incertezas na economia brasileira e, principalmente, aumento do dólar".

"No fundo, a tradução disso tudo é a financeirização do setor de saúde", completou Vecina.

Passaporte da vacina

Gonzalo Vecina também manifestou apoio ao anúncio do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de instaurar a exigência do chamado "passaporte da vacina" para entrada no Estado. "Temos que controlar a entrada de pessoas não protegidas contra um mal que assola a humanidade", avaliou.

O fundador da Anvisa disse que o país não tem estrutura para pôr em prática as medidas já atendidas pelo Ministério da Saúde sobre desembarque no Brasil. "Muitos países não conseguiram montar esquema para fiscalização, duvido que isso aconteça aqui. A probabilidade de isso acontecer é ridícula", afirmou.

O governo federal publicou na edição de hoje do DOU (Diário Oficial da União) uma portaria que exige apresentação de teste negativo para a covid-19 e comprovante de vacinação aos viajantes que queiram entrar no Brasil por via aérea. Quem não estiver imunizado deverá fazer quarentena de cinco dias. As medidas começam a valer no sábado (11) e se aplicam a brasileiros e estrangeiros.

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