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4 meses

Covid: Brasil tem 168 mil novos testes positivos conhecidos em 24 h

A média móvel de casos está em alta desde 29 de dezembro e hoje ficou em 110.123 - Suamy Beydoun/AGIF
A média móvel de casos está em alta desde 29 de dezembro e hoje ficou em 110.123 Imagem: Suamy Beydoun/AGIF

Sara Baptista, Juliana Arreguy e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

20/01/2022 19h03

Nas últimas 24 horas, o Brasil teve 168.060 novos testes positivos de covid-19 conhecidos. A média móvel de casos conhecidos — que calcula a média diária de diagnósticos a partir dos números dos últimos sete dias — está em alta desde 29 de dezembro e hoje ficou em 110.442.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte. A média de casos conhecidos está em aceleração (373%), variação calculada comparando a média com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se o valor ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda; acima de 15%, aceleração; entre os dois valores, significa estabilidade.

Desde março de 2020, o Brasil teve 23.588.921 casos notificados da doença a partir de testes.

O Rio de Janeiro esclareceu que dos mais de 69.223 casos registrados ontem, 28.619 (41%) se referem a testes realizados em 2020 e 2021. "Este represamento pode estar relacionado aos períodos de instabilidade do sistema e-SUS VE", diz uma nota enviada pela secretaria de Saúde do estado.

Já desde as 20h de ontem também foram registradas 324 mortes pela doença. No total, 622.251 pessoas já perderam a vida em decorrência da covid-19 no país.

Acre, Amapá e Roraima não registraram mortes nas últimas 24 horas. Goiás revisou seus dados e por isso teve um número negativo de mortes hoje.

A média móvel de mortes da última semana está em 235. Pelo oitavo dia seguido, o Brasil apresenta alta (114%) em relação à média de óbitos.

Também apresentam tendência de alta as regiões Centro-Oeste (79%), Norte (54%) e Sul (101%). O Nordeste (-17%) e o Sudeste (-37%) estão em queda.

Quatro estados estão em queda, três estados e o DF em estabilidade e dezoito em aceleração.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (86%)
  • Minas Gerais: alta (119%)
  • Rio de Janeiro: alta (26%)
  • São Paulo: alta (376%)

Região Norte

  • Acre: queda (-100%)
  • Amazonas: alta (75%)
  • Amapá: alta (150%)
  • Pará: queda (-40%)
  • Rondônia: queda (-33%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (500%)
  • Bahia: alta (31%)
  • Ceará: alta (233%)
  • Maranhão: alta (59%)
  • Paraíba: alta (30%)
  • Pernambuco: queda (-20%)
  • Piauí: alta (50%)
  • Rio Grande do Norte: alta (192%)
  • Sergipe: alta (100%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estabilidade (0%)
  • Goiás: alta (103%)
  • Mato Grosso: alta (80%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (92%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (14%)
  • Rio Grande do Sul: alta (103%)
  • Santa Catarina: alta (89%)

Dados do Ministério da Saúde

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde informou que foram notificados 168.495 novos casos de covid-19 entre ontem e hoje. O total de casos registrados da doença em todo o país chegou a 23.585.243.

Pelos dados da pasta, houve o registro de 350 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas no Brasil, elevando o total de óbitos para 622.205 desde o início da pandemia.

Segundo o governo federal, houve 21.851.922 casos recuperados da doença até agora no país, com outros 1.111.116 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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