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3 meses

Covid: Brasil tem 257.239 casos conhecidos e 3º dia seguido de recorde

Já foram feitos mais de 25 milhões de diagnósticos positivos da doença - Vincent Bosson / Estadão Conteúdo
Já foram feitos mais de 25 milhões de diagnósticos positivos da doença Imagem: Vincent Bosson / Estadão Conteúdo

Juliana Arreguy, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

28/01/2022 19h23Atualizada em 28/01/2022 20h31

O Brasil teve 257.239 novos casos conhecidos de covid-19 nas últimas 24 horas. O número é o maior já registrado em um só dia desde o começo da pandemia e este é o terceiro dia seguido que o país bate este recorde.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A média móvel de casos conhecidos — que calcula a média diária de casos a partir dos números dos últimos sete dias — ficou em 183.203 e está em aceleração (169%) desde 29 de dezembro.

A variação é calculada comparando a média com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se o valor ficar acima de 15%, indica tendência de alta; abaixo de -15%, queda; entre 15% e -15%, significa estabilidade.

Todas as 27 unidades da federação apresentam tendência de alta na média móvel de casos.

Desde as 20h de ontem também foram registradas 779 mortes. O número é o mais alto desde 15 de setembro de 2021, quando o registro atingiu 793 óbitos em 24h. Não foram considerados os valores de 18, 22 e 28 de setembro (803, 821 e 818 óbitos, respectivamente), porque nas datas específicas os dados estavam represados.

A média móvel de mortes da última semana está em 472. Pelo 16º dia seguido, o Brasil apresenta alta (222%) em relação à média móvel de óbitos. Todas as regiões do país estão em aceleração: Centro Oeste (242%), Sudeste (155%), Norte (141%), Sul (105%) e Nordeste (59%).

Vinte e um estados e mais o DF estão em alta, quatro estados estão estáveis e apenas um está em queda.

Já foram feitos mais de 25 milhões de diagnósticos positivos da doença. Com os dados de hoje, o total chegou a 25.040.161. No total, 625.948 pessoas já perderam a vida em decorrência da covid-19 no país.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (225%)
  • Minas Gerais: alta (167%)
  • Rio de Janeiro: alta (216%)
  • São Paulo: alta (251%)

Região Norte

  • Acre: alta (300%)
  • Amazonas: alta (275%)
  • Amapá: alta (100%)
  • Pará: queda (-24%)
  • Rondônia: estabilidade (-12%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (360%)
  • Bahia: alta (106%)
  • Ceará: alta (572%)
  • Maranhão: alta (88%)
  • Paraíba: alta (625%)
  • Pernambuco: estabilidade (9%)
  • Piauí: alta (24%)
  • Rio Grande do Norte: alta (287%)
  • Sergipe: alta (250%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (257%)
  • Goiás: alta (292%)
  • Mato Grosso: alta (116%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (458%)

Região Sul

  • Paraná: alta (963%)
  • Rio Grande do Sul: alta (453%)
  • Santa Catarina: alta (300%)

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou hoje que foram registrados 269.968 casos de covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, o total de infectados pelo novo coronavírus no país chegou a 25.034.806.

Pelos números do ministério, foram reportadas 799 novas mortes causadas pela doença entre ontem e hoje no Brasil, elevando o total de óbitos para 625.884 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 22.162.914 casos recuperados de covid-19 no Brasil até o momento, com outros 2.246.008 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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