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Covid-19: Após 16 dias, média móvel de mortes volta a registrar queda

Brasil já registrou quase 665 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde - Allan Carvalho/AGIF/Estadão Conteúdo
Brasil já registrou quase 665 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde Imagem: Allan Carvalho/AGIF/Estadão Conteúdo

Beatriz Gomes, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

13/05/2022 18h16Atualizada em 13/05/2022 23h14

A média móvel de mortes por covid-19 no Brasil chegou hoje a 98. O número é a primeira queda registrada nos últimos 16 dias, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte

O cálculo da média móvel de mortes ocorre a partir da média de óbitos - ou de casos -, dos últimos sete dias. O índice é considerado por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia.

Hoje, a variação da média móvel de mortes ficou em -23% em relação a 14 dias atrás. Se o valor fica acima de 15%, a tendência é de alta; abaixo de -15%, como hoje, queda; entre 15% e -15%, estabilidade.

Todas as regiões do país apresentam tendência de queda na média de mortes: Centro-Oeste (-39%), Nordeste (-63%), Norte (-56%), Sudeste (-25%) e Sul (-48%).

Na análise por unidade federativa, seis estados apresentam estabilidade na média de mortes e outros seis, alta. Já 13 estados e o Distrito Federal tiveram queda.

Nas últimas 24 horas o Brasil registrou 130 mortes pela covid-19. Treze estados não tiveram óbitos nesta sexta-feira (13). São eles: Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. O Acre não atualizou este dado.

Ao todo, 664.830 pessoas morreram de covid-19 desde o início da pandemia no Brasil.

Além disso, o país teve hoje 26.321 novos casos conhecidos da doença, completando 30.662.493 testes positivos desde o início da pandemia.

A média móvel de casos ficou em 17.537 e chegou ao 6º dia seguido em tendência de alta - hoje variou 21% em relação a 14 dias atrás.

Apenas o Norte acompanha esse cenário, com variação de 40%. Duas regiões do país têm estabilidade: Centro-Oeste (14%) e Sul (-4%). Já outras duas registram queda: Nordeste (-25%) e Sudeste (-43%).

Já entre as unidades da federação, 11 registram tendência de alta; oito de estabilidade e outras 8, de queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (0%)
  • Minas Gerais: queda (-59%)
  • Rio de Janeiro: queda (-61%)
  • São Paulo: alta (27%)

Região Norte

  • Acre: não divulgou os dados hoje
  • Amazonas: queda (-100%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-61%)
  • Rondônia: alta (50%)
  • Roraima: queda (-100%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-20%)
  • Bahia: estabilidade (-9%)
  • Ceará: estabilidade (0%)
  • Maranhão: queda (-100%)
  • Paraíba: queda (-71%)
  • Pernambuco: queda (-20%)
  • Piauí: alta (200%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-100%)
  • Sergipe: estabilidade (0%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-23%)
  • Goiás: queda (-47%)
  • Mato Grosso: queda (-67%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (43%)

Região Sul

  • Paraná: alta (81%)
  • Rio Grande do Sul: alta (30%)
  • Santa Catarina: queda (-46%)

Dados do governo

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 139 novas mortes causadas pela covid-19 no Brasil, como mostra o boletim divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde. A doença já provocou 664.780 óbitos em todo o país.

Pelos dados informados pela pasta, houve 25.609 diagnósticos positivos para a covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 30.664.739 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 29.711.738 casos recuperados da doença até o momento, com outros 288.221 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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