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1 mês

Covid: Brasil registra 99 novas mortes em 24 h; média móvel fica em 116

Brasil já registrou mais de 30,7 milhões de casos de covid-19  - Eduardo Anizelli/Folhapress
Brasil já registrou mais de 30,7 milhões de casos de covid-19 Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

18/05/2022 18h13Atualizada em 18/05/2022 20h52

O Brasil registrou 99 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos segue em tendência de alta pelo segundo dia consecutivo, ficando em 116 hoje. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A média móvel é calculada a partir da média de mortes — ou de casos —, dos últimos sete dias. O índice é considerado por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia.

Ao todo, 13 estados não registraram óbitos pela covid-19 nesta quarta-feira (18): Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceara, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Já o Acre não atualizou os dados de casos e mortes. Desde o início da pandemia, foram 665.376 vidas perdidas no país em decorrência da doença causada pelo coronavírus.

A média móvel de mortes teve variação de 20% em relação a 14 dias atrás. Se o valor ficar acima de 15%, como hoje, indica tendência de alta. Quando está abaixo de -15%, queda; entre 15% e -15%, significa estabilidade.

Todas as regiões apresentam tendência de queda na média móvel de mortes: Centro-Oeste (26%), Nordeste (-38%), Norte (-38%), Sudeste (-37%) e Sul (-31%). Nenhuma região registra alta ou estabilidade.

Na análise por unidade federativa, oito estados e o Distrito Federal apresentam tendência de estabilidade na média de mortes e outros sete, de alta. Em dez estados, a tendência é de queda.

Além disso, nas últimas 24 horas o país teve 12.789 novos casos conhecidos de covid-19. Ao todo são 30.737.728 testes positivos acumulados.

A média móvel ficou em 17.666 e está há 11 dias em alta, com variação de 17% em relação a 14 dias atrás.

Três regiões do país acompanham esse cenário: Centro-Oeste (30%), Norte (59%) e Sul (72%). Já o Nordeste tem estabilidade, de -2%, e o Sul queda, de -16%.

Entre as unidades da federação, 14 registram tendência de alta; cinco de estabilidade e outras 8, de queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (0%)
  • Minas Gerais: queda (-37%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (7%)
  • São Paulo: alta (104%)

Região Norte

  • Acre: não informou os dados hoje
  • Amazonas: estabilidade (0%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-39%)
  • Rondônia: estabilidade (0%)
  • Roraima: queda (-67%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-83%)
  • Bahia: alta (113%)
  • Ceará: estabilidade (8%)
  • Maranhão: queda (-100%)
  • Paraíba: queda (-60%)
  • Pernambuco: queda (-34%)
  • Piauí: alta (300%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-67%)
  • Sergipe: queda (-50%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estabilidade (0%)
  • Goiás: queda (-37%)
  • Mato Grosso: alta (25%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (40%)

Região Sul

  • Paraná: alta (87%)
  • Rio Grande do Sul: alta (18%)
  • Santa Catarina: estabilidade (7%)

Dados do governo

O Ministério da Saúde divulgou hoje (18) que o Brasil reportou 103 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Até o momento, a doença causou 665.319 óbitos em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 13.525 diagnósticos positivos para a covid-19 entre ontem e hoje no país, o que fez o total de infectados chegar a 30.741.811 desde o começo da pandemia.

De acordo com o governo federal, houve 29.787.689 casos recuperados da doença até agora, com outros 288.803 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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