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Pré-candidato à reeleição, Garcia anuncia mutirão de cirurgias em SP

Ex-vice de Doria, Rodrigo Garcia (PSDB) é pré-candidato ao governo de São Paulo - Divulgação/Governo de São Paulo
Ex-vice de Doria, Rodrigo Garcia (PSDB) é pré-candidato ao governo de São Paulo Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo

Stella Borges

Do UOL, em São Paulo

25/05/2022 11h22Atualizada em 25/05/2022 12h51

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que concorre à reeleição, anunciou hoje um mutirão de cirurgias de junho a setembro para acabar com a demanda reprimida em razão da pandemia de covid-19.

Segundo o governo, são mais de 538,1 mil cirurgias cadastradas hoje na Cross (Central de Regulação). As cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que não são consideradas de urgência, deixaram de ser realizadas durante a pandemia. Para zerar essa fila em cerca de quatro meses, haverá cirurgias extras na rede estadual, remuneração dobrada nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) e contratação da rede privada.

A estratégia contempla 54 cirurgias em sete especialidades, como as de visão e as dos aparelhos circulatório e digestivo. Sem o mutirão, o estado estima que levaria cerca de dois anos para atender toda a demanda reprimida.

"Estamos cuidando do efeito colateral da pandemia", declarou Garcia em evento realizado no Hospital Brigadeiro, região central da capital paulista.

"Nossa expectativa, com a adesão da rede filantrópica, da rede privada e com esse esforço da rede própria do governo de São Paulo, é que em cinco meses nós já tenhamos a questão da fila das cirurgias eletivas praticamente resolvida, administrando naturalmente a partir daí o fluxo de cirurgias mensal, que também é bastante grande", acrescentou.

O mutirão terá investimento de R$ 350 milhões. Segundo o governador, amanhã será publicado no Diário Oficial um chamamento público para a contratação destes procedimentos em serviços privados de todas as regiões.

"Cracolândia"

Garcia também foi questionado sobre as ações policiais na região da "cracolândia" e disse que novas operações ocorrerão, sem detalhar.

"A gente observou que, com a diminuição do fluxo e a dispersão dos dependentes químicos, também tivemos um aumento na procura por tratamento, o que nos anima", afirmou, em fala já repetida em outra ocasião.

No entanto, reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que a organização social responsável pela abordagem de usuários de crack na região apontou em documento que a dispersão de dependentes químicos tornou mais difícil o trabalho das equipes de assistência social.

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