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Saúde define que suspeitas de varíola dos macacos devem ser notificadas

Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

27/05/2022 19h15

O Ministério da Saúde definiu que será obrigatória a notificação de casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil. Assim, profissionais de saúde deverão comunicar tanto à pasta quanto às secretarias municipais e estaduais de Saúde o mais rápido possível.

"A pasta encaminhou a todos os estados o Comunicado de Risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento. Casos suspeitos da doença devem ser notificados imediatamente", diz uma nota da pasta, que informou que, até o momento, não há casos notificados no Brasil.

A decisão vale para o SUS (Sistema Único de Saúde) e para a rede particular. O ministério também informou que foi instituída uma "Sala de Situação para monitorar o cenário da doença no país" e elaborar um plano de ação para o "rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico para a doença".

A varíola dos macacos é uma doença pouco conhecida por ter uma incidência maior na África. A infecção teve o primeiro caso confirmado fora do continente em 7 de maio e, desde então, já são 219 casos em países onde não é endêmica, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Como é a transmissão e os sintomas?

O vírus é transmitido por gotas de saliva, contato com fluidos corporais e lesões cutâneas. Há também a possibilidade de ser transmitido por objetos e materiais contaminados, como talheres, toalhas e roupas de cama.

A varíola costuma ser caracterizada por dores musculares e forte febre que evoluem rapidamente para bolhas na pele com formação de crostas - o que ajuda a detectar a doença rapidamente. Lembra uma catapora, porém é mais grave.

Os sintomas incluem linfonodos inchados, calafrios e fadiga, duram entre 14 e 21 dias e são semelhantes aos da varíola humana, erradicada no mundo desde 1980.

O vírus pode ser mais grave em crianças pequenas, mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas.

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