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1 mês

Covid: Com 223 óbitos, Brasil completa 10 dias de alta na média de mortes

Brasil já registrou quase 672 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde - Robson Rocha/Agência F8/Estadão Conteúdo
Brasil já registrou quase 672 mil mortes causadas pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde Imagem: Robson Rocha/Agência F8/Estadão Conteúdo

Ricardo Espina e Leonardo Martins

Colaboração para o UOL e do UOL, em São Paulo

03/07/2022 18h17

O Brasil registrou hoje média de 223 mortes pela covid-19 e, assim, completou dez dias em tendência de alta no índice. Nas últimas 24 horas, foram 79 novas mortes. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A chamada média móvel variou 58% em relação há 14 dias. Todas as regiões do país apresentam tendência de alta: Centro-Oeste (72%), Nordeste (105%), Norte (67%), Sudeste (43%) e Sul (68%).

Se o valor da média móvel fica acima de 15%, como hoje, indica tendência de alta; abaixo de -15%, significa queda, e entre 15% e -15% sinaliza estabilidade.

A média móvel, calculada a partir da média de mortes —ou casos— dos últimos sete dias, é considerada por especialistas a maneira mais confiável de medir avanço ou retrocesso da pandemia.

Os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Sergipe não registraram mortes neste domingo (3). Já Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins, Roraima e Maranhão não divulgaram os dados das últimas 24 horas.

O Distrito Federal e 15 estados estão com a média móvel de mortes em alta, enquanto seis estados registram estabilidade e dois, queda. O Brasil acumula 672.017 mortes em decorrência da doença.

Além disso, foram 25.549 novos casos conhecidos nas últimas 24 horas. Ao todo, o país acumula 32.502.469 testes positivos notificados desde o início da pandemia.

A média móvel de casos ficou em 60.785, chegando ao oitavo dia em tendência de alta. As cinco regiões do país têm alta na média móvel de casos: Centro-Oeste (18%), Nordeste (155%), Norte (341%), Sudeste (67%) e Sul (20%).

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (144%)
  • Minas Gerais: não divulgou dados hoje
  • Rio de Janeiro: alta (86%)
  • São Paulo: alta (40%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: estabilidade (0%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-16%)
  • Rondônia: alta (400%)
  • Roraima: não divulgou dados hoje
  • Tocantins: não divulgou dados hoje

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (400%)
  • Bahia: estabilidade (6%)
  • Ceará: alta (373%)
  • Maranhão: não divulgou dados hoje
  • Paraíba: alta (91%)
  • Pernambuco: alta (17%)
  • Piauí: alta (83%)
  • Rio Grande do Norte: alta (600%)
  • Sergipe: alta (100%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: não divulgou dados hoje
  • Goiás: alta (164%)
  • Mato Grosso: alta (40%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-43%)

Região Sul

  • Paraná: alta (229%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-14%)
  • Santa Catarina: alta (126%)

Dados do governo federal

Nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 53 novas mortes provocadas pela covid-19 em todo o Brasil, como mostra o boletim divulgado hoje (3) pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, houve 671.911 óbitos causados pela doença em todo o país.

Pelos dados da pasta, houve 18.575 diagnósticos positivos para a covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 32.490.422 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 30.906.575 casos recuperados da doença até aqui, com outros 911.936 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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