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Covid-19: Brasil registra menor média móvel de casos desde dezembro

Brasil já registrou mais de 687 mil mortes causadas pela covid-19 - Nelson Almeida/AFP
Brasil já registrou mais de 687 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Nelson Almeida/AFP
Isabella Cavalcante, Ricardo Espina e Hygino Vasconcellos

Do UOL, em São Paulo e Colaboração para o UOL, em São Paulo e em Balneário Camboriú (SC)

13/10/2022 18h30

O Brasil registrou 4.189 novos casos conhecidos de covid-19 nas últimas 24 horas. A média móvel de casos ficou 4.582 em e apresenta queda, com variação de -34% em relação há 14 dias, e no menor patamar desde 27 de dezembro de 2021 (4.311). Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Ao todo, são 34.782.182 testes positivos notificados desde a chegada da doença no país.

As cinco regiões do país acompanham a tendência de queda na média de casos: Centro-Oeste (-75%), Nordeste (-66%), Norte (-74%), Sudeste (-74%) e Sul (-76%).

Em relação às unidades da federação, 26 registram queda e uma têm estabilidade.

Nas últimas 24 horas, o Brasil notificou 44 novas mortes em decorrência da covid-19 e teve hoje a média móvel em 52. Desde o início da pandemia, foram 687.120 mortes causadas pela doença no país.

A média móvel é calculada a partir da média de ocorrências dos últimos sete dias. O indicador é considerado por especialistas como a forma mais eficaz de medir a evolução da doença.

A média móvel de mortes está em alta há onze dias, com variação de 28% na comparação com 14 dias atrás.

Apenas o Sudeste acompanha a tendência de alta na média móvel de mortes, com variação de 276% em comparação há 14 dias. Duas regiões têm queda: Centro-Oeste (-67%) e Norte (-24%). Já outras registram estabilidade: Nordeste (-6%) e Sul (9%).

Em relação às unidades da federação, quatro estão em alta, 11 encontram-se estáveis e outras 12 estão em queda.

Hoje, Goiás, Mato Grosso do Sul, Amapá, Paraná, Sergipe e Rio Grande do Norte não registraram óbitos pela doença.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (300%)
  • Minas Gerais: alta (33%)
  • Rio de Janeiro: queda (-67%)
  • São Paulo: alta (1473%)

Região Norte

  • Acre: não atualizou os dados hoje
  • Amazonas: estabilidade (-14%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-60%)
  • Rondônia: queda (-200%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: não atualizou os dados hoje

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-33%)
  • Bahia: alta (214%)
  • Ceará: não atualizou os dados hoje
  • Maranhão: estabilidade (0%)
  • Paraíba: não atualizou os dados hoje
  • Pernambuco: queda (-17%)
  • Piauí: não atualizou os dados hoje
  • Rio Grande do Norte: não atualizou os dados hoje
  • Sergipe: não atualizou os dados hoje

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-100%)
  • Goiás: queda (-77%)
  • Mato Grosso: não atualizou os dados hoje
  • Mato Grosso do Sul: queda (-67%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-86%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-9%)
  • Santa Catarina: queda (-64%)

Dados do governo

Nas últimas 24 horas, o Brasil contabilizou 43 novas mortes causadas pela covid-19, como mostra o boletim divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde. Desde o começo da pandemia, houve 687.069 óbitos provocados pela doença em todo o país.

Pelos dados da pasta, houve 3.212 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 34.739.865 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 33.947.231 casos recuperados da doença até agora, com outros 105.565 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.