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Covid: Anvisa analisa uso de vacinas bivalentes em crianças de 5 a 11 anos

Sede da Anvisa em Brasília - Ueslei Marcelino/Reuters
Sede da Anvisa em Brasília Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do UOL, em São Paulo

14/12/2022 16h06Atualizada em 14/12/2022 16h06

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que estuda o uso da vacina bivalente para crianças entre 5 e 11 anos. Esta versão do imunizante é adaptada contra a variante ômicron da covid-19, especificamente do tipo BA.1.

A agência já havia liberado o uso para pessoas acima de 12 anos no último dia 22 de novembro. Alguns dias depois, a Pfizer protocolou o pedido de ampliação.

"O pedido, protocolado em 29/11/2022, inclui também algumas mudanças nas condições previamente aprovadas, como a inclusão de uma nova apresentação e de novo volume de envase, que são necessárias ao atendimento específico desta faixa etária", explicou a Anvisa.

A Anvisa tem 30 dias para concluir a avaliação. No entanto, o prazo pode ser interrompido se for necessário a complementação de informações ou esclarecimentos sobre os dados.

Brasil já recebeu 4,5 mi de doses de bivalentes para serem usadas como reforço. A expectativa é de que a farmacêutica entregue ao Ministério da Saúde outras 4,4 milhões de doses bivalentes até 19 de dezembro.

Vacinas bivalentes

As bivalentes recebem esse nome porque, diferentemente das monovalentes, que só tinham a cepa original do vírus, foram atualizadas para proteger também contra a variante ômicron, que predomina atualmente no mundo.

Assim, essas novas vacinas passam pelo mesmo processo de produção, mas, além de componentes da cepa original, também levam outros ingredientes modificados para atingir a ômicron.

Diversos estudos clínicos já haviam demonstrado que as bivalentes conseguem produzir uma boa resposta imunológica contra as novas cepas, sem perder a segurança para o paciente.