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Anvisa aprova venda de remédio antiviral contra covid-19 em farmácias

Molnupiravir, antiviral oral contra covid-19, tem 30% de eficácia contra casos graves e mortes - Divulgação/ MSD
Molnupiravir, antiviral oral contra covid-19, tem 30% de eficácia contra casos graves e mortes Imagem: Divulgação/ MSD

Do UOL, em Belo Horizonte

22/12/2022 21h38Atualizada em 22/12/2022 21h48

A Anvisa liberou a venda do medicamento molnupiravir, um comprimido antiviral contra a covid-19, em farmácias. O uso emergencial do remédio foi aprovado em maio deste ano.

O molnupiravir deve ser utilizado em pacientes adultos, com a doença em seu estágio inicial, cinco dias após o início dos sintomas. O medicamento tem eficácia em evitar casos graves e mortes em decorrência da doença.

Como será a venda em farmácias:

  • Venda permitida com retenção de receita, e uma via da Receita de Controle Especial deve ficar no estabelecimento;
  • O farmacêutico deverá orientar o paciente sobre o uso correto do molnupiravir;
  • A venda poderá ser feita com rótulo em inglês, mas deve incluir a entrega de bula e um folheto contendo informações sobre contraindicações de uso na gravidez e lactação, em português, junto ao frasco do medicamento

A aprovação de hoje considerou um processo semelhante em países como Estados Unidos, Japão e Reino Unido, além de considerar o cenário epidemiológico atual, com a circulação de novas subvariantes da ômicron e o aumento de casos.

A diretora da Anvisa e relatora, Meiruze Freitas, lembrou que o medicamento não substitui a vacinação, que demonstra "benefícios esmagadores" na proteção contra as formas graves e mortes em decorrência da covid-19.

"Para ajudar a prevenir a progressão da doença, internações hospitalares e mortes, os medicamentos antivirais para infecções respiratórias agudas devem ser usados o mais cedo possível após o correto diagnóstico da infecção.", afirmou.

Além disso, o molnupiravir não pode ser usado por mais de cinco dias consecutivos, nem deve ser administrado a pacientes já hospitalizados com covid-19. Também não deve ser utilizado como método de prevenção da doença.

Ainda em maio, a Fiocruz firmou um acordo com a farmacêutica Merck Shard & Dohme para a produção do fármaco. A instituição também é responsável pela armazenagem, administração, rotulagem, embalagem, testagem, liberação, importação e fornecimento do medicamento para o SUS (Sistema Único de Saúde).