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Ex-altos funcionários argentinos são condenados por crimes de repressão

Fernando de la Rúa, ex-presidente argentino - Victor R. Caivano/AP
Fernando de la Rúa, ex-presidente argentino Imagem: Victor R. Caivano/AP

Em Buenos Aires (Argentina)

23/05/2016 19h24

Um tribunal argentino condenou um ex-secretário de Segurança e um ex-chefe policial a quatro anos e nove meses de prisão e a quatro anos de prisão, respectivamente, em julgamento pela morte de cinco manifestantes durante a repressão da rebelião popular que derrubou o ex-presidente Fernando de la Rúa.

De la Rúa, do partido conservador social-democrata Unión Cívica Radical (UCR), que agora compõe a aliança do governo de Mauricio Macri, foi absolvido destas acusações em novembro de 2010.

Enrique Mathov, que era o número dois do Ministério de Segurança, foi condenado pelos crimes de homicídio e lesões a quatro anos e nove meses de prisão, além da perda do mandato por nove anos e meio.

Rubén Santos, que era chefe da Polícia Federal de De la Rúa, foi condenado a quatro anos.

Dois ex-chefes da polícia, Raúl Andreozzi e Norberto Gaudiero, foram condenados a três anos e seis meses e a três anos de prisão, respectivamente, enquanto outros quatro policiais receberam sentenças de três anos de prisão. Oito acusados foram absolvidos.

O processo abordou a morte de cinco manifestantes, além dos ferimentos a cem pessoas, ocorridos nos arredores da Praça de Maio, no centro de Buenos Aires. A repressão policial nos dias 19 e 20 de dezembro de 2001 deixou 30 vítimas fatais em todo o país.

As mobilizações contra De la Rúa e uma onda de saques nas principais cidades se alastraram em 2001 quando foi implementado um ajuste de baixa nos salários recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Durante o julgamento, que começou em 2014, 500 testemunhas foram ouvidas. A defesa ainda pode recorrer.

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