Policial de Baltimore acusado de morte de Freddie Gray é absolvido

Em Baltimore (EUA)

  • Baltimore Police Department via EFE

    2.mai.2015 - Imagem divulgada pela polícia de Baltimore mostra os seis policiais acusados pela morte do jovem negro Freddie Gray: Ceasar Goodson, Garrett Miller e Edward Nero (topo, da esquerda para a direita) e William Portner, Brian Rice e Alicia White (abaixo, da esquerda para a direita)

    2.mai.2015 - Imagem divulgada pela polícia de Baltimore mostra os seis policiais acusados pela morte do jovem negro Freddie Gray: Ceasar Goodson, Garrett Miller e Edward Nero (topo, da esquerda para a direita) e William Portner, Brian Rice e Alicia White (abaixo, da esquerda para a direita)

Um policial de Baltimore foi absolvido nesta segunda-feira (23) no caso Freddie Gray, o jovem negro morto há mais de um ano após ter sido ferido mortalmente quando era interrogado, em um processo emblemático da brutalidade policial nos Estados Unidos.

"Hoje, o juiz Barry G. Williams julgou o oficial Edward Nero como inocente das acusações penais. (...) Agora que o caso penal está encerrado, o policial Nero será alvo de uma investigação administrativa do departamento de polícia", comentou a prefeita de Baltimore, Stephanie Rawlings-Blake.

"Pedimos novamente aos cidadãos que sejam pacientes e permitam que o processo chegue ao fim. Em caso de distúrbios na cidade, estamos preparados para responder", acrescentou.

Diante do tribunal, cerca de uma dezena de pessoas rejeitaram o veredicto cantando "No Justice, No Peace" ("Sem justiça não há paz", em inglês).

Edward Nero, um dos seis policiais julgados separadamente nesta cidade portuária do leste do país, foi declarado inocente das quatro acusações formuladas contra ele pela morte de Gray, ocorrida em 12 de abril de 2015.

Gray sofreu uma fratura das vértebras cervicais enquanto era transportado pela polícia a uma delegacia.

Os policiais acusados (três brancos e três negros, incluindo uma mulher) sustentaram a versão de uma morte acidental.

Os incidentes provocaram motins, distúrbios, saques e vandalismo.

O presidente Barack Obama condenou aquelas manifestações de violência, embora tenha ressaltado as "questões inquietantes" envolvendo a morte de Gray.

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