Pistorius tem depressão e não é capaz de testemunhar

Pretoria, 13 Jun 2016 (AFP) - O campeão paralímpico sul-africano Oscar Pistorius, considerado culpado pelo assassinato de sua namorada em 2013, sofre de depressão e não é capaz de testemunhar no primeiro dia da audiência para estabelecer sua pena, afirmou um psicólogo.

"Mostrou indícios e sintomas de transtornos pós-traumáticos, transtornos de ansiedade e de depressão", declarou o psicólogo Jonatahn Scholtz.

"Atualmente não é capaz de testemunhar. Seu estado de saúde é grave", completou no tribunal de Pretória, que deve pronunciar esta semana a pena de Pistorius.

"Ele ficou muito traumatizado pelos fatos que aconteceram em 14 de fevereiro de 2013", dia do assassinato, "ainda se traumatiza quando escuta o barulho de armas de fogo", disse.

Oscar Pistorius "tinha projetos de futuro com a pessoa falecida", Reeva Steenkamp, destacou o psicólogo, antes de afirmar que o condenado "reza todos os dias".

Na madrugada de 13 para 14 de fevereiro de 2013, Oscar Pistorius matou a namorada Reeva Steenkamp em sua casa. Steenkamp estava trancada no banheiro e ele deu quatro tiros contra a porta. O atleta alegou que acreditava que era um ladrão e que matou a companheira por engano.

Pistorius foi considerado culpado de assassinato no julgamento da apelação e pode ser condenado, no mínimo, a 15 anos de prisão.

Famoso por também ter competido nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, antes dos Jogos Paralímpicos, o atleta conhecido como "Blade Runner" por suas próteses de fibra de carbono continua em liberdade, mas esgotou todas as possibilidades de recursos judiciais.

sn-bed/fp

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