Parlamentar britânica assassinada havia recebido ameaças

Em Londres

  • Stefan Wermuth/Reuters

 A parlamentar trabalhista britânica Jo Cox, assassinada na quinta-feira (16), havia recebido ameaças de um homem que não é o suspeito de sua morte, informou nesta sexta-feira um porta-voz da polícia.

"Os agentes receberam informações da deputada Jo Cox sobre comunicações mal-intencionadas. Em março de 2016 um homem foi detido", disse a fonte.

"Não é o homem detido no condado de West Yorkshire", completou, a respeito da cidade do norte da Inglaterra, local do crime.

Cox, de 41 anos e mãe de dois filhos pequenos, foi atingida por tiros em plena rua de Birstall, em sua circunscrição de Batley and Spen, e morreu em consequência dos ferimentos poucos minutos depois.

Outras duas pessoas ficaram levemente feridas no ataque, supostamente cometido por um homem de 52 anos identificado como Tommy Mair e que, segundo testemunhas, teria gritado "Britain first!" ("Grã-Bretanha primeiro!"). A frase é um lema da ultradireita britânica e o nome de um partido.

De acordo com o jornal "The Times", a polícia havia considerado a possibilidade de dar proteção à parlamentar.

O assassinato aconteceu na reta final da campanha para o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, em 23 de junho.

Reprodução/Facebook
Jo Cox (de vestido vermelho, sem lenço) segura cartaz pedindo a permanência na UE


Cox, que havia trabalhado em Bruxelas para uma política britânica e para a organização Oxfam, era a partidária da permanência na UE.

O suspeito de matar a deputada Jo Cox é um "partidário incondicional" de um grupo neonazista baseado nos Estados Unidos, afirmou na quinta-feira um grupo de defesa dos direitos civis.

Segundo o Southern Poverty Law Centre, Mair tem uma "longa história com o nacionalismo branco".

"De acordo com os arquivos obtidos pelo Southern Poverty Law Center, Mair é partidário incondicional da Aliança Nacional, que foi durante muitos anos a organização neonazista mais importante dos Estados Unidos".

Segundo o grupo, Mair gastou mais de 620 dólares em material de leitura sobre a Aliança Nacional, grupo que defende a criação de uma Nação exclusivamente branca e a erradicação do povo judeu.

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