Palestino solto por greve de fome volta a ser preso em Israel

Jerusalém, 17 Jan 2017 (AFP) - Israel voltou a prender um jornalista palestino que havia sido liberado no ano passado após uma longa greve de fome, de acordo com informações de sua família e responsáveis israelenses nesta terça-feira (17).

Mohammed al-Qiq foi detido no domingo (15) à noite em uma reserva próxima à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, ao voltar de uma manifestação de protesto à recusa de Israel de devolver os corpos dos soldados palestinos mortos, contou à AFP sua mulher, Fayha Shalash.

Segundo Shalash, o advogado de Qiq le informou que o mesmo encontra-se na prisão de Ofer, a oeste de Ramalá, e que iniciou uma "greve de fome desde o momento em que o prenderam".

Em maio, Qiq, de 34 anos, foi liberado após seis meses de prisão sem julgamento ao término de 94 dias de greve de fome.

O jornalista palestino ocasionalmente tomava vitaminas, mas na maioria do tempo só bebia água.

Qiq esteve preso sob regime de detenção administrativa, no qual Israel autoriza as detenções sem juízo por períodos renováveis de seis meses.

O serviço de segurança interna de Israel, o Shin Bet, alegou que Qiq foi detido por "atividades terroristas" em nome do grupo extremista Hamas, que controla Gaza.

Qiq negou as acusações, e reiterou que trabalha para o canal de televisão saudita Al Majd.

A organização que reúne os prisioneiros palestinos constatou que as forças israelenses prenderam 20 pessoas, sendo 15 delas ex-prisioneiras.

Um porta-voz da autoridade penitenciária israelense frisou que Qiq está sob sua custódia desde a segunda-feira (17), porém negou que ele tenha iniciado novamente uma greve de fome.

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