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Roma blindada pelo 60º aniversário da UE

24/03/2017 12h06

Roma, 24 Mar 2017 (AFP) - As autoridades de Roma blindaram a cidade por medo de atentados por ocasião das celebrações no sábado pelo 60º aniversário da criação da União Europeia, que contará com a presença dos líderes dos 27 países da organização.

O nível de alerta pela ameaça de atentados aumentou depois do ocorrido na quarta-feira em Londres e dos ataques no aeroporto de Orly, perto de Paris.

Em uma reunião especial, o ministério do Interior tomou uma série de medidas extraordinárias e ordenou a mobilização de franco-atiradores por toda a cidade, além de ter instalado câmeras de vigilância em monumentos e lugares chave.

A parte histórica da Cidade Eterna estará literalmente fechada para receber também as várias manifestações contra e a favor da UE autorizadas para este dia e que devem reunir 30.000 pessoas.

Três mil policiais foram mobilizados ao redor do cêntrico Capitólio, sede da prefeitura de Roma, onde serão realizadas as celebrações e onde o primeiro tratado foi assinado, há 60 anos.

- Drones, tanques, fechamento do espaço aéreo -Um dos objetivos é impedir que os grupos de "black blocks", muitos deles provenientes da Alemanha, Grécia e França e que se distinguem por criar violência e destruição, assim como os chamados "antagonistas", contrários à política da UE, tomem a cidade.

O nível de controle é tão alto que as autoridades proibiram no sábado caminhar pelo centro da cidade com o rosto coberto por lenços ou capacetes.

Desde o funeral do papa João Paulo II, em 2005, a capital italiana não havia precisado tomar medidas de segurança desta magnitude, explicaram fontes da prefeitura.

Os manifestantes irão protestar em quatro marchas diferentes, algumas a favor e outras contra a organização que promove a integração europeia.

Duas delas deverão convergir no Coliseu, região vigiada e controlada com vários dias de antecedência.

Os controles de segurança também foram reforçados nas estradas, estações de trem e principais aeroportos italianos.

Roma foi dividida em vários setores de segurança, que vão de uma zona azul e verde a uma zona vermelha, impenetrável, onde o acesso é controlado.

O dispositivo entrará em vigor a partir desta sexta-feira quando o Papa receber no Vaticano os 27 líderes europeus.

Os presidentes europeus, assim como as delegações diplomáticas, permanecerão poucas horas em Roma.

A partir da meia-noite desta sexta-feira, o acesso ao centro histórico foi proibido inclusive aos pedestres e os principais monumentos e sítios arqueológicos, como o Coliseu e o Fórum Romano, permanecerão fechados.

Tanques do exército foram estacionados em meio à grande avenida que conduz ao Coliseu para impedir ataques contra a multidão com automóveis, como ocorreu em Londres e Nice.

O espaço aéreo permanecerá fechado por várias horas e drones sobrevoarão e controlarão a capital, por disposição do ministério do Interior.

Unidades antidistúrbios, de desminagem, além dos serviços de emergência estão prontos para agir.

Quanto ao transporte público, a prefeitura planejou uma série de mudanças, fechou estações de metrô e reduziu o serviço.

A maioria dos comerciantes do centro da cidade anunciaram que fecharão suas lojas com o objetivo de evitar qualquer dano durante os protestos.

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