Forças curdas avançam depois de tomar um aeroporto do Estado Islâmico

Beirute, 27 Mar 2017 (AFP) - Combatentes árabes e curdos sírios tentavam avançar para a cidade-chave de Taqba, cuja conquista permitirá que apertem um pouco mais o cerco ao grupo Estado Islâmico (EI) em Raqa, sua "capital" na Síria.

No domingo, as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas por ar pela coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos e por terra pelos conselheiros militares americanos, conquistaram o aeroporto militar de Tabqa, uma etapa importante em sua ofensiva para expulsar o EI de Raqa, no norte do país.

As FDS, que tentam proteger o aeroporto, querem avançar em direção à cidade de Tabqa, situada 3 km mais ao norte, mas os extremistas tentam freá-los, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Ao mesmo tempo, as FDS pretendem tomar a importante represa de Tabqa, e os combates se sucedem no norte da cidade, do outro lado do rio, segundo o OSDH.

A tomada do aeroporto da cidade de Tabqa e da represa permitiria às FDS avançar rumo a Raqa a partir do sul, para continuar suas manobras de cerco total desta cidade e para proteger sua retaguarda.

- Avançar e cercar -A represa de Tabqa, a maior da Síria, não funciona desde domingo, depois dos bombardeios no setor que "deixaram fora de serviço (a central elétrica) que dá eletricidade ao dique", segundo um responsável técnico no lugar. Isso pode representar um perigoso aumento do nível da água.

No início de 2014, o EI tomou o controle da cidade de Raqa, convertida em sua capital de fato na Síria, antes de se apoderar completamente da província do mesmo nome.

Mas a organização ultrarradical perdeu, em seguida, 65% da província, 40% dos quais desde o início em novembro de 2016 da ofensiva das FDS para expulsar o EI de Raqa.

Segundo Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, a tomada do aeroporto permitirá às FDS "avançar e cercar a cidade de Tabqa" antes de conquistá-la. O aeroporto "também pode servir como ponto de partida para as próximas operações militares" em direção a Raqa.

Segundo o OSDH, os bombardeios da coalizão continuavam nesta segunda-feira em apoio à ofensiva das FDS.

Em junho de 2016, as forças do regime tentaram, em vão, reconquistar Tabqa.

Na sexta-feira, o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, afirmou que Raqa estava cercada e que a batalha para recuperar a cidade começaria "nos próximos dias".

Desencadeada em março de 2011 após a repressão das manifestações que pediam reformas, a guerra na Síria já provocou mais de 320.000 mortos e se converteu em um complexo conflito que envolve atores nacionais, locais e internacionais.

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