UE e Mercosul abordam 'pontos pendentes' em negociação comercial

Bruxelas, 21 Abr 2017 (AFP) - A chanceler argentina, Susana Malcorra, destacou nesta quinta-feira (20), em Bruxelas, o avanço das negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia (UE), mas apontou que ainda há "pontos pendentes", entre eles a troca de ofertas agrícolas, ou as denominações de origem.

A Argentina exerce a Presidência rotativa do Mercosul.

A ministra das Relações Exteriores deu essas declarações em um encontro com jornalistas em Bruxelas, depois de se reunir com a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström.

Entre os pontos em aberto, estão a troca de ofertas agrícolas, especialmente de carne bovina, uma questão sensível para os europeus e um dos temas que "requerem um trabalho interno na UE e que a comissária está realizando", indicou a ministra.

Em relação ao Mercosul, a chanceler explicou que o bloco deve trabalhar no tema dos controles sanitários e fitossanitários, assim como na sensível questão - para ambas as partes - das denominações de origem.

Em seus acordos, os 28 membros querem proteger as denominações de origem reconhecidas na UE, mas, no caso do Mercosul, muitas delas se chocam com denominações similares e até idênticas, herança dos vínculos históricos com a Europa.

Desde 1999, os países da UE e as nações do Mercosul tentam criar um espaço de livre-comércio de cerca de 760 milhões de pessoas de ambos os lados do Atlântico. As conversas estão paralisadas há anos, depois de um intercâmbio de ofertas frustrado em 2004 e retomado em 2010.

Hoje, tanto uma fonte da Comissão Europeia quanto a chanceler argentina reiteraram o compromisso de encerrar o acordo "no final do ano". Antes disso, porém, devem completar a troca de ofertas de maio passado com alguns produtos, como a carne bovina, ou o etanol. Para isso, ainda não há data.

A França já manifestou seus temores com o impacto em seu setor agrícola de um eventual acordo com o Mercosul, motivo pelo qual decidiu adiar a negociação dos produtos sensíveis até depois das eleições.

Nesse sentido, sem descartar um acordo final no "primeiro trimestre" de 2018, a ministra ressaltou que, em algum momento, os dois lados têm "de pôr as cartas na mesa", se quiserem cumprir os prazos estimados.

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