Tiroteio mata médica em hospital do Bronx

Nova York, 1 Jul 2017 (AFP) - Uma médica morreu e outros cinco doutores foram feridos com gravidade em um tiroteio nesta sexta-feira em um hospital do bairro de Bronx, informou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

O autor dos disparos, um médico que havia trabalhado no hospital, se suicidou, acrescentou Di Blasio, sem dar informações sobre os motivos do ataque.

De acordo com o prefeito, uma médica morreu baleada, enquanto uma sexta pessoa foi ferida sem gravidade na perna.

O chefe da polícia de Nova York, James O'Neill, afirmou que cinco pessoas estão em estado grave, e a sexta sofreu um ferimento de menor gravidade na perna.

Os feridos graves estão "lutando por suas vidas", disse De Blasio.

Segundo a imprensa local, o atirador foi identificado como Henry Bello, um médico de 45 anos que trabalhou no hospital por vários meses e se demitiu após ser acusado de assédio sexual.

O atirador entrou no hospital vestindo um jaleco branco, sob o qual escondeu uma arma automática, de acordo com as autoridades.

O tiroteio começou pouco antes das 15H00 locais (16H00 em Brasília) no Bronx-Lebanon Hospital, um grande centro médico com mais de 1.000 camas situado em um dos setores mais frequentados deste distrito do norte da cidade de Nova York.

O'Neill disse que o autor do ataque havia se escondido em uma sala do 17º andar do hospital, onde posteriormente foi encontrado morto "aparentemente por causa de uma ferida que ele mesmo se infligiu".

Os agentes encontraram nesse mesmo andar o corpo da médica.

"Graças a Deus não se trata de um ato de terrorismo, mas parece um incidente ligado a uma questão de trabalho", disse Di Blasio.

"Nossos corações estão com as famílias da médica que faleceu", acrescentou, antes de agradecer aos socorristas e à força policial por sua rápida resposta ao incidente. Também agradeceu aos bombeiros por apagar rapidamente um incêndio no local.

- Pânico -Uma mulher grávida que estava no hospital para fazer exames de rotina descreveu as cenas de pânico: "Escutamos que havia alguém realizando disparos. Houve pânico, todo mundo tinha muito medo", explicou a jovem, que se identificou como Maya.

Segundo seu relato, as autoridades ordenaram que todos se escondessem em um quarto. "O pessoal tinha a situação sob controle", disse à AFP.

Garry Trimbie contou que sua namorada, que trabalha no hospital, o telefonou às 15H15 (horário local).

"Ela chorava, disse que alguém tinha começado a atirar e que os funcionários haviam se refugiado no quarto de onde me ligava".

Nova York mantém uma grande quantidade de policiais mobilizados pela preocupação com potenciais atentados terroristas.

O Bronx tem a maior taxa de criminalidade da cidade.

"Não nos surpreendemos quando coisas como essas acontecem em hospitais como este. Faz parte de viver em Nova York", afirmou uma enfermeira à AFP. "Quando o ataque começou, disse a mim mesmo 'chegou a minha vez'".

Além da segurança do hospital, esse tiroteio volta a alimentar o controverso debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos.

De Blasio disse que este incidente é "o tipo de coisa que tem sido vista em outras partes do país".

O último tiroteio registrado nos Estados Unidos foi em 14 de junho, nos arredores de Washington, onde um homem atirou contra um grupo de parlamentares conservadores que treinavam para uma partida de beisebol beneficente.

Um influente legislador do Partido Republicano, Steve Scalise, ficou gravemente ferido e continua hospitalizado.

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