Trump propõe reforma fiscal considerada 'revolucionária' para EUA
Indianapolis, Estados Unidos, 27 Set 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esboçou nesta quarta-feira (27) uma reforma fiscal que qualificou como "revolucionária" e foi lançada pelo seu partido Republicano.
Destacando uma forte redução de impostos para empresas, que passaria dos atuais 35% para 20%, Trump defendeu um projeto "pró-crescimento, pró-emprego, pró-famílias, pró-Estados Unidos". Contudo, várias questões espinhosas ainda devem ser resolvidas no Congresso.
"Faremos voltarem a nosso país os empregos e riquezas que se foram. É hora de lutar pelos nossos trabalhadores americanos", disse em Indianapolis.
Trump inicialmente queria que o imposto às empresas caísse a 15%, mas seus colegas do Congresso consideraram a taxa irrealista e optaram por 20%.
Essa redução "drástica" vai permitir "aos grupos americanos se imporem ante os concorrentes estrangeiros e voltarem a ganhar deles", disse Trump.
"É uma mudança revolucionária, e os maiores ganhadores serão os trabalhadores da classe média, porque os empregos vão voltar maciçamente ao nosso país", afirmou.
O imposto sobre as receitas das pessoas seria reduzido e seria menos progressivo, passando de sete faixas de taxação para apenas três, com uma alíquota máxima de 35%, em vez da atual de 36,9%. Eventualmente, seria incluída outra taxa para os mais ricos, mas esta proposta ainda é vaga.
Trump pediu apoio aos opositores democratas porque precisa de seus votos para aprovar o projeto.
"Historicamente, as reformas fiscais não foram questões partidárias, e não há nenhuma razão para que se tornem agora", disse, convocando republicanos e democratas a "se unirem" pela iniciativa.
"É agora ou nunca", disse o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, há um ano trabalhando nesta reforma, que seria a primeira desde 1986, durante a presidência do também republicano Ronald Regan.
Os republicanos apresentam sua reforma como uma grande simplificação fiscal de modo que a declaração de ingressos dos americanos possa ser feita em apenas uma folha.
Isso passa pela supressão de diversas deduções e categorias fiscais que são uma dor de cabeça para as pessoas na hora de fazer suas declarações.
Apenas duas deduções são protegidas pelos republicanos: a de juros de empréstimos imobiliários e a de doações de caridade.
O debate sobre as deduções a serem suprimidas ainda não foi encerrado e será tema de discussão.
O imposto às sucessões, chamado pelos conservadores de "imposto da morte", seria abolido, satisfazendo uma pedido republicano de longa data.
Para as empresas, se prevê passar a um sistema de imposição territorial a fim de excluir aos lucros no exterior e incitar sua repatriação aos Estados Unidos.
- Oposição democrata -Após naufragar nesta terça-feira sua tentativa de reformar o sistema de saúde herdado de Barack Obama, a reforma tributária passou a ser prioridade de Trump e dos republicanos.
O objetivo é aprová-la antes do fim do ano, mas eles evitam estabelecer uma data-limite no Congresso, porque o desafio político é enorme.
Os republicanos têm a maioria absoluta no Senado, mas na Câmara dos Representantes normalmente é exigida uma maioria qualificada de três quintos, o que significa obter votos da oposição democrata - e isso não deve ser nada fácil.
Os primeiros sinais democratas não são alentadores à Casa Branca.
"Isso não é uma reforma fiscal. É um presente aos mais ricos, pago pela classe média", disse Nancy Pelosi, líder dos democratas na Câmara.
O senador Bernie Sanders considerou as propostas "moralmente repugnantes".
Os republicanos não estão totalmente alinhados por trás da iniciativa e vários têm objeções em defesa dos interesses de sua região eleitoral. Outros temem que ela aumente o déficit fiscal.
Os democratas puseram uma barreira: não admitirão nem um centavo de redução nos impostos pagos pelos mais ricos (1% do total).
Destacando uma forte redução de impostos para empresas, que passaria dos atuais 35% para 20%, Trump defendeu um projeto "pró-crescimento, pró-emprego, pró-famílias, pró-Estados Unidos". Contudo, várias questões espinhosas ainda devem ser resolvidas no Congresso.
"Faremos voltarem a nosso país os empregos e riquezas que se foram. É hora de lutar pelos nossos trabalhadores americanos", disse em Indianapolis.
Trump inicialmente queria que o imposto às empresas caísse a 15%, mas seus colegas do Congresso consideraram a taxa irrealista e optaram por 20%.
Essa redução "drástica" vai permitir "aos grupos americanos se imporem ante os concorrentes estrangeiros e voltarem a ganhar deles", disse Trump.
"É uma mudança revolucionária, e os maiores ganhadores serão os trabalhadores da classe média, porque os empregos vão voltar maciçamente ao nosso país", afirmou.
O imposto sobre as receitas das pessoas seria reduzido e seria menos progressivo, passando de sete faixas de taxação para apenas três, com uma alíquota máxima de 35%, em vez da atual de 36,9%. Eventualmente, seria incluída outra taxa para os mais ricos, mas esta proposta ainda é vaga.
Trump pediu apoio aos opositores democratas porque precisa de seus votos para aprovar o projeto.
"Historicamente, as reformas fiscais não foram questões partidárias, e não há nenhuma razão para que se tornem agora", disse, convocando republicanos e democratas a "se unirem" pela iniciativa.
"É agora ou nunca", disse o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, há um ano trabalhando nesta reforma, que seria a primeira desde 1986, durante a presidência do também republicano Ronald Regan.
Os republicanos apresentam sua reforma como uma grande simplificação fiscal de modo que a declaração de ingressos dos americanos possa ser feita em apenas uma folha.
Isso passa pela supressão de diversas deduções e categorias fiscais que são uma dor de cabeça para as pessoas na hora de fazer suas declarações.
Apenas duas deduções são protegidas pelos republicanos: a de juros de empréstimos imobiliários e a de doações de caridade.
O debate sobre as deduções a serem suprimidas ainda não foi encerrado e será tema de discussão.
O imposto às sucessões, chamado pelos conservadores de "imposto da morte", seria abolido, satisfazendo uma pedido republicano de longa data.
Para as empresas, se prevê passar a um sistema de imposição territorial a fim de excluir aos lucros no exterior e incitar sua repatriação aos Estados Unidos.
- Oposição democrata -Após naufragar nesta terça-feira sua tentativa de reformar o sistema de saúde herdado de Barack Obama, a reforma tributária passou a ser prioridade de Trump e dos republicanos.
O objetivo é aprová-la antes do fim do ano, mas eles evitam estabelecer uma data-limite no Congresso, porque o desafio político é enorme.
Os republicanos têm a maioria absoluta no Senado, mas na Câmara dos Representantes normalmente é exigida uma maioria qualificada de três quintos, o que significa obter votos da oposição democrata - e isso não deve ser nada fácil.
Os primeiros sinais democratas não são alentadores à Casa Branca.
"Isso não é uma reforma fiscal. É um presente aos mais ricos, pago pela classe média", disse Nancy Pelosi, líder dos democratas na Câmara.
O senador Bernie Sanders considerou as propostas "moralmente repugnantes".
Os republicanos não estão totalmente alinhados por trás da iniciativa e vários têm objeções em defesa dos interesses de sua região eleitoral. Outros temem que ela aumente o déficit fiscal.
Os democratas puseram uma barreira: não admitirão nem um centavo de redução nos impostos pagos pelos mais ricos (1% do total).
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