Merkel mantém reunião crucial para seu futuro político

Berlim, 30 Nov 2017 (AFP) - A chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniu na noite desta quinta-feira com o presidente do Partido Social Democrata, em uma tentativa de tirar o país da crise política e evitar o fim de sua carreira.

O encontro entre a chanceler e Martin Schulz ocorreu no gabinete em Berlim do chefe de Estado, Frank-Walter Steinmeier, mediador da crise.

O objetivo da reunião é sondar a possibilidade de uma aliança que permita formar um novo governo. Tanto conservadores como social democratas deverão aguardar até sexta-feira para comunicar os resultados do encontro.

"Para Merkel, começa um combate por sua sobrevivência política", avaliou o jornal Der Spiegel. "Merkel deve fazer todo o possível para forjar esta aliança, a única que pode garantir para ela um poder estável".

Há mais de um país o país é governado por um gabinete, liderado pela chanceler conservadora, responsável por administrar os assuntos correntes. E a incerteza deve prosseguir por alguns meses.

Após as eleições legislativas de setembro, que não resultaram na formação de uma maioria absoluta, aconteceu uma tentativa de formar uma coalizão extravagante de quatro pontas: os democrata-cristãos de Merkel (CDU), seu aliado bávaro CSU, os Liberais e os Verdes.

No que diz respeito aos números, apenas uma renovação da aliança formada desde 2013 entre conservadores e os social-democratas do SPD ainda pode permitir a maioria.

O SPD, determinado a ficar na oposição como uma forma de reconstrução do partido, rejeitou por muito tempo a possibilidade. Mas na semana passada, sob pressão do presidente alemão, ele mesmo social-democrata, afirmou que estava aberto a uma negociação caso não existisse outra alternativa.

Sem um acordo, a única solução seria convocar novas eleições, sem nenhuma garantia, de acordo com as pesquisas, de que a situação política mudaria de modo substancial.

O encontro desta quinta-feira, com a presença do líder da CSU Horst Seehofer, deve a princípio encaminhar as negociações.

Martin Schulz afirmou esperar que a reunião possibilite outras discussões nos próximos dias e semanas. "Então veremos em que processo embarcamos", declarou.

O SPD avança a contragosto para a ideia de renovar a coalizão dos dois grandes partidos rivais no plano nacional, com o risco de alimentar assim os extremismos. A aliança já governou o país em duas ocasiões desde 2005.

O partido também deseja discutir outras alternativas, como a de dar apoio em alguns temas a um governo minoritário formado apenas pelos conservadores da chanceler, ou da CDU com seus aliados Verdes.

"É possível que o país termine em uma configuração que nunca vimos na história da Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", afirmou Schulz.

Merkel rejeitou até o momento a formação de um governo minoritário, alegando a necessidade de estabilidade no país.

Mas alguns meios de comunicação afirmam que a chanceler daria preferência a esta fórmula à possibilidade de convocar novas eleições em caso de fracasso nas negociações com o SPD.

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