Unidades afegãs financiadas pelo Pentágono, acusadas de abusos de DH

Washington, 23 Jan 2018 (AFP) - O exército americano financiou policiais e unidades de segurança afegãs, apesar de funcionários saberem que seus membros estavam envolvidos em graves violações dos direitos humanos, segundo um relatório publicado nesta terça-feira (23).

O informe de monitoramento, entregue em junho ao Congresso como documento secreto, mas agora tornado público, revela as diferenças culturais que podem existir quando os Estados Unidos trabalham com parceiros locais.

Segundo o relatório do escritório do Inspetor Especial para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR), o Pentágono concedeu reiteradas exceções às normas americanas que proíbem as forças de segurança de uma nação estrangeira se existir informação confiável sobre violações de direitos.

Embora o Departamento de Defesa e o Departamento de Estado tenham "confirmado que algumas unidades das forças de segurança afegãs cometeram graves violações dos direitos humanos", o secretário de Defesa utilizou uma cláusula especial para algumas unidades implicadas, diz o informe.

O Pentágono respondeu que o documento "não reflete uma compreensão dos desafios que as forças americanas no Afeganistão enfrentam no desenvolvimento e na manutenção das Forças de Defesa e Segurança Afegãs".

O informe indica que, desde 12 de junho, 2.106 funcionários estavam rastreando 75 denúncias de graves violações de direitos humanos, incluindo sete que envolviam agressão sexual infantil.

No Afeganistão há uma prática arraigada conhecida como "bacha bazi" ou abuso sexual infantil, e os críticos acusam os Estados Unidos de não fazer o suficiente para contrabalançá-lo.

"É possível que nunca se conheça o alcance da agressão sexual infantil cometida pelas forças de segurança afegãs", destacou o informe.

Além destes incidentes, os funcionários também estavam investigando execuções extrajudiciais e a tortura dos presos.

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