Embaixada dos EUA sofre ataque com granada em Montenegro

Podgorica, Montenegro, 22 Fev 2018 (AFP) - Um homem se explodiu diante da embaixada dos Estados Unidos em Podgorica, capital de Montenegro, após lançar uma granada contra o prédio da sede diplomática na madrugada desta quinta-feira, anunciou o governo local.

Um correspondente da AFP não observou danos na embaixada americana.

"A meia-noite e meia, diante do prédio da embaixada dos Estados Unidos em Montenegro, um desconhecido se suicidou com um artefato explosivo. Logo antes, esta pessoa atirou um explosivo (...) contra o interior da embaixada", revelou o governo.

"O artefato lançado foi muito provavelmente uma granada de mão. Uma investigação está em curso sob a direção do procurador e da polícia de Montenegro", assinalou o governo.

As autoridades de Podgorica não privilegiam por ora nenhuma pista específica.

O principal jornal do país, Vijesti, afirma que o agressor é um homem de 43 anos nascido em Kraljevo, na Sérvia, e residente em Podgorica. Vijesti difunde uma foto de um diploma assinado pelo ex-presidente da Sérvia, Slobodan Milosevic, sobre uma condecoração a Jaukovic por seus serviços prestados no exército iugoslavo em 1999, ano dos bombardeios da Otan contra a Sérvia para por fim à Guerra de Kosovo.

Em 1999, Montenegro e Sérvia estavam unidos no que restava da República Federal da Iugoslávia. Montenegro declarou sua independência em 2006 e se uniu à Otan em 2017, adotando uma posição pró-Ocidental, apesar da oposição de grande parte da população.

O anúncio da adesão provocou violentos protestos em 2015.

Um correspondente da AFP no local do ataque não viu danos materiais, mas a polícia informou sobre uma pequena cratera no pátio da embaixada.

A representação diplomática permanecerá fechada nesta quinta-feira e pediu aos cidadãos americanos que evitem até nova ordem ir até a embaixada em Podgorica.

Montenegro, um pequeno país de 660.000 habitantes, em sua maioria eslavos, realizará eleições presidenciais em abril.

Segundo cifras recentes, 23 montenegrinos se uniram às fileiras jihadistas para combater na Síria e no Iraque. Pela primeira vez, um deles foi condenado em janeiro.

Em outubro de 2016, as autoridades montenegrinas afirmaram ter impedido um golpe de Estado orquestrado por um grupo de militantes pró-russos.

Segundo elas, os golpistas planejavam entrar no parlamento para proclamar sua vitória a fim de impedir a integração à Otan e também planejavam assassinar o então primeiro-ministro Milo Djukanovic.

Quinze pessoas são julgadas por esta tentativa golpista, entre elas dois russos e dois sérvios foragidos.

A oposição pró-russa denunciou um julgamento político orquestrado pelo governo.

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