Greve de caminhoneiros começa a perder força

Rio de Janeiro, 29 Mai 2018 (AFP) - A greve dos caminhoneiros contra o aumento dos preços do diesel começou a perder força nesta terça-feira, após nove dias de bloqueios que paralisaram o país e abalaram o governo já impopular de Michel Temer.

Com menos protestos de caminhoneiros nas rodovias e uma maior saída de combustível das refinarias, os serviços de ônibus e o transporte de carga começaram a retornar lentamente à normalidade.

"A situação está melhorando", afirmou o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Aurelio Amaral.

No Rio de Janeiro, onde quase todos os postos ficaram fechados por vários dias em razão da falta de combustível, alguns fornecimentos de diesel começaram a ser feitos. Uma fila de 300 caminhões com alimentos entrou na cidade, onde muitos supermercados ficaram sem produtos frescos. As escolas públicas, que permaneceram fechadas na segunda-feira, retomaram as aulas.

Em São Paulo, o grande terminal de petróleo de Ribeirão Preto, no interior do estado, voltou a operar depois que os caminhoneiros suspenderam o bloqueio.

Mas, apesar dos avanços cruciais, o transporte permanecia paralisado em grande parte do país, paralisando a indústria agrícola e transformando os deslocamentos diários em um pesadelo para milhões de pessoas.

Dez aeroportos continuavam sem combustível para a aviação, segundo a Infraero.

A greve prolongada não foi totalmente encerrada, apesar de o presidente Michel Temer ter cedido aos caminhoneiros no domingo, anunciando uma redução de 46 centavos por litro de diesel duranter 60 dias, entre outras medidas.

Na segunda-feira à tarde, o presidente afirmou que tinha "absoluta certeza de que em um ou dois dias essa greve cessará".

Os protestos contra o aumento dos preços do diesel impactaram todos os setores de um país que carece de uma grande rede ferroviária e onde 60% do transporte de mercadorias é feito com caminhões.

A Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) estimou que, como resultado da paralisação, deixaram de exportar 1 bilhão de dólares em produtos.

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