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Canadá repatria metade de seus diplomatas em Cuba por sintomas estranhos

Embaixada do Canadá em Cuba - Stringer/Reuters
Embaixada do Canadá em Cuba Imagem: Stringer/Reuters

30/01/2019 23h44

O Canadá reduziu quase pela metade o número de funcionários da sua embaixada em Havana devido aos sintomas de origem desconhecida que sofreram alguns diplomatas e seus familiares, anunciou Ottawa nesta quarta-feira (30).

As autoridades indicaram que 14 canadenses residentes em Cuba - funcionários da embaixada e familiares - sofreram dores de cabeça desde o começo de 2017, assim como 25 diplomatas americanos e parentes.

Todos descrevem os mesmos sintomas: enjoos, fortes enxaquecas, zumbidos no ouvido e problemas visuais. Até o momento, contudo, nem Canadá nem Estados Unidos conseguiram encontrar as causas do misterioso mal-estar.

O governo canadense realizou novos exames médicos em seu pessoal diplomático em Havana e os resultados confirmaram um décimo quarto caso, informou o Ministério canadense de Relações Exteriores em um comunicado.

Para a embaixadora cubana em Ottawa, Josefina Vidal, a retirada dos diplomatas canadenses apenas favorece os que promovem uma política contra Cuba nos Estados Unidos.

"Comportamento semelhante favorece aqueles que nos Estados Unidos usam este problema para atacar e denegrir Cuba", enfatizou Vidal nesta quarta-feira, citada pela agência cubana Prensa Latina.

Essas decisões "não ajudam a encontrar respostas aos sintomas de saúde informados por diplomatas canadenses e que terão um impacto nas relações", acrescentou.

"É bem sabido que alguns indivíduos com posições de alto nível dentro da política externa dos Estados Unidos estão fazendo um grande esforço para criar um clima de tensão bilateral que busca representar nosso país como uma ameaça", disse Vidal.

Segundo a televisão pública Radio-Canadá, oito diplomatas canadenses continuam em seu posto em Havana após a retirada dos demais.

O governo do primeiro-ministro Justin Trudeau recordou a "relação positiva e construtiva" que mantém com Cuba, lembrando que "as autoridades cubanas cooperam estreitamente com o Canadá desde o aparecimento dos primeiros sintomas, na primavera de 2017".

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