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Bolívia tem greve parcial contra candidatura de Morales a 4º mandato

21/08/2019 19h51

La Paz, 21 Ago 2019 (AFP) - Uma greve convocada por organizações civis contra a nomeação do presidente da Bolívia, Evo Morales, para um quarto mandato nas eleições de outubro foi parcialmente cumprida nesta quarta-feira em três dos nove estados do país.

O protesto, que se limitou ao fechamento de algumas ruas, se concentrou em bairros residenciais e de classe média alta nas cidades de La Paz (oeste), Cochabamba (centro) e Tarija (sul), pois outras seis regiões, incluindo Santa Cruz, a principal do país, decidiram não aderir.

O Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, que reúne organizações civis daquela região, decidiu ficar de fora do protesto por um incêndio florestal que consome 600 mil hectares de seu território.

Essa é "uma greve que se fez sentir, com a força necessária", disse o ativista Waldo Albarracín, diretor do Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade) e reitor da Universidade Estadual de La Paz.

Mas o governo classificou a medida como um "fracasso".

"Acreditamos que a greve foi um fracasso, os relatórios que nos enviaram, as imagens que vimos (...) mostram que tinha um trânsito livre e um desenvolvimento normal", avaliou o ministro da Comunicação, Manuel Canelas.

O Conade convocou outra greve, esta de caráter indefinido, a partir de 10 de outubro.

Três pesquisas apontam Morales como primeiro colocado nas intenções de votos para as eleições de 20 de outubro.

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