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Coronavírus: EUA negam compra de máscaras que seriam destinadas à França

Homem usa máscara contra coronavírus na Times Square, em Nova York, em frente à bandeira dos Estados Unidos (EUA) - Gary Hershorn/Corbis via Getty Images
Homem usa máscara contra coronavírus na Times Square, em Nova York, em frente à bandeira dos Estados Unidos (EUA) Imagem: Gary Hershorn/Corbis via Getty Images

em Washington (EUA)

02/04/2020 17h38

Um funcionário do alto escalão do governo dos Estados Unidos negou as acusações de que o país teria comprado da China máscaras médicas que seriam destinadas à França.

"Perdemos um pedido para os americanos que nos superaram em uma remessa que tínhamos feito", disse Valérie Pécresse, presidente da região (administradora regional) de Ile-de-France, que inclui Paris, a mais populosa da França.

Segundo Pécresse, as máscaras que os americanos receberam da China foram encomendadas pelas autoridades francesas, que não receberam o material porque os Estados Unidos teriam pago um valor mais alto por elas.

Eles "estão apenas procurando fazer negócios por trás das angústias do mundo inteiro", disse a administradora francesa à emissora de televisão LCI.

Uma acusação semelhante foi feita por Jean Rottner, administrador da região de Grand Est no nordeste da França, ontem. Ele também não informou de quem obteve essa informação ou quem estaria envolvido nessa transação.

"Com a carga ainda na pista, os americanos pegam dinheiro e pagam três ou quatro vezes mais pelos pedidos que havíamos feito", disse Rottner à rádio RTL.

Em Washington, um funcionário do governo disse à AFP "que o governo dos Estados Unidos não comprou nenhuma máscara da China destinada à França. Informações que apontam o contrário são totalmente falsas", afirmou, solicitando anonimato.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu hoje às autoridades que analisassem alegações semelhantes de que as máscaras estavam sendo desviadas do país, classificando essas informações de "preocupantes".

"Precisamos garantir que o equipamento destinado ao Canadá chegue e permaneça no Canadá, e pedi aos ministros que acompanhem essas informações em particular", disse Trudeau em entrevista coletiva.

O governo canadense reconheceu que seus estoques de equipamentos médicos de proteção não são suficientes para atender à demanda, pois procura atender a uma onda de pacientes infectados e retardar a propagação do vírus.

O Canadá destinou 1,4 bilhão de dólares para comprar equipamentos médicos, enquanto solicita às empresas locais que usem linhas de montagem para fazer máscaras, jalecos médicos e ventiladores pulmonares.

O ministro da Saúde, Patty Hajdu, disse que mais de 12 milhões de máscaras foram recebidas do exterior, doadas localmente ou liberadas de estoques do governo nesta semana.

"Entendemos que as necessidades nos EUA são muito extensas, mas são as mesmas no Canadá, por isso temos que trabalhar juntos para garantir que possamos controlar a propagação desse vírus", concluiu Trudeau.

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