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Talibã mata 23 membros das forças de segurança e 9 civis no Afeganistão

20/04/2020 09h43

Cabul, 20 Abr 2020 (AFP) - Pelo menos 23 soldados e policiais, além de nove civis, foram mortos em três ataques cometidos pelo Talibã no Afeganistão - informaram autoridades locais à AFP nesta segunda-feira (20).

"À noite, os insurgentes do Talibã lançaram um grande ataque a uma base militar", disse Khalil Asir, porta-voz da polícia da província de Tajar (norte), onde ocorreu o ataque mais sangrento.

Ele informou que dois policiais e 16 soldados do Exército foram mortos, enquanto outros três ficaram feridos.

O porta-voz do governador da província confirmou este ataque, mas mencionou 19 mortes.

Além disso, nove civis foram assassinados por rebeldes, e outros seis foram feridos na província de Balj, no norte, segundo autoridades locais.

"Os insurgentes os perseguiram para tirar dinheiro deles", relatou o chefe de polícia do distrito onde ocorreu o incidente, Sayed Arif Iqbali.

"Eles foram mortos depois de resistir", lamentou.

Cinco policiais também foram mortos, e outros três ficaram feridos esta manhã em um ataque do Talibã na província de Oruzgan (sul), informaram autoridades locais.

O Talibã intensificou sua ofensiva contra as forças afegãs em todo país, apesar dos inúmeros pedidos de cessar-fogo por parte de autoridades internacionais e afegãs e do início de uma troca de prisioneiros com o governo de Ashraf Ghani.

Essas libertações estão previstas no acordo alcançado em fevereiro passado entre os insurgentes e Washington, mas não foi ratificado por Cabul.

O texto prevê a retirada, dentro de 14 meses, das forças estrangeiras presentes no Afeganistão, em troca de garantias de segurança por parte dos talibãs.

A troca de prisioneiros foi interrompida, devido a disputas entre os dois lados, o que também atrasou o início das discussões sobre o futuro do país.

Os rebeldes também acusaram os Estados Unidos de violarem o acordo alcançado, apresentando uma lista de 33 ataques com aviões e drones das forças de Washington e do Afeganistão, informou a televisão privada TOLO News no domingo.

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