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Espanha vai usar Exército para rastrear casos de coronavírus

9.jun.2020 - Pedestres caminham com máscara em calçadão de Madri, na Espanha, - NurPhoto via Getty Images
9.jun.2020 - Pedestres caminham com máscara em calçadão de Madri, na Espanha, Imagem: NurPhoto via Getty Images

25/08/2020 10h13

Madri, 25 Ago 2020 (AFP) - Quase 2.000 militares serão mobilizados para rastrear os casos de coronavírus na Espanha, onde a evolução da pandemia é "preocupante", anunciou o primeiro-ministro Pedro Sánchez hoje.

Como parte do dispositivo para reforçar a luta contra a epidemia, Sánchez anunciou que o governo colocará os militares à disposição das 17 regiões do país, que têm competência em questões de saúde, "para os trabalhos de rastreamento".

A falta de recursos humanos nas regiões autônomas mais afetadas pelo coronavírus é um dos problemas atribuídos ao aumento de casos no verão.

O líder socialista também declarou que os governos regionais poderão pedir ao Executivo central que volte a aplicar o estado de alarme nas áreas mais afetadas, ou até mesmo em todo país, um mecanismo legal de exceção usado na primavera na Espanha (outono no Brasil), para implementar um dos confinamentos mais rigorosos da Europa.

Sánchez reconheceu que a evolução da epidemia no país é preocupante, embora tenha garantido que "estamos longe da situação de meados de março".

"Não podemos permitir que a pandemia volte a tomar conta de nossas vidas" como na primavera, "não vamos permitir, temos que tomar o controle, dominar esta segunda curva (...) o quanto antes e com maior eficácia, melhor", declarou o presidente do governo.

O chefe do Executivo também pediu aos espanhóis que utilizem o aplicativo de celular "RadarCovid", que tem como objetivo rastrear as redes de transmissão do vírus.

A Espanha, onde a pandemia já deixou mais de 28.800 mortos, superou ontem os 400.000 casos. A comunidade autônoma de Madri é, agora, a área mais afetada pelos novos surtos, à frente de Aragão e da Catalunha.