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EUA aprovam US$ 1 bilhão para sistema de defesa antimísseis de Israel

Soldado israelense carrega míssil em unidade de artilharia móvel na fronteira de Israel com a faixa de Gaza - Nir Elias/Reuters
Soldado israelense carrega míssil em unidade de artilharia móvel na fronteira de Israel com a faixa de Gaza Imagem: Nir Elias/Reuters

23/09/2021 19h21

Legisladores dos Estados Unidos deram luz verde nesta quinta-feira (23) para um financiamento de 1 bilhão de dólares para reabastecer o Domo de Ferro, o sistema de defesa antimísseis de Israel, depois de uma polêmica que levou à retirada desses recursos de outro projeto de lei, após uma revolta da parcela mais progressista do democratas.

O montante havia sido originalmente incluído em uma lei que trata de uma iminente paralisação do governo e uma possível crise da dívida em outubro.

No entanto, um grupo de progressistas na Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, anunciou que rejeitaria o texto, a menos que o subsídio para o Domo de Ferro fosse retirado do projeto.

A transferência de fundos, porém, acabou avançando na Câmara baixa com uma votação folgada de 420 a 9.

"A aprovação deste projeto de lei reflete a grande unidade no Congresso (...) para a segurança de Israel", disse Nancy Pelosi, líder dos democratas na Câmara, em um discurso nos corredores do complexo.

"A assistência a Israel é vital, porque a segurança de Israel é um imperativo para a segurança dos Estados Unidos."

O Domo de Ferro destruiu milhares de foguetes e projéteis de curto alcance lançados de Gaza por militantes do Hamas antes que eles pudessem atingir áreas povoadas, segundo autoridades israelenses.

Ele tem sido apoiado pelos Estados Unidos desde seu lançamento, há uma década, com 1,6 bilhão de dólares, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso.

A manobra da ala progressista irritou membros de ambos os partidos, e o líder republicano da Câmara, Kevin McCarthy, denunciou o que chamou de capitulação democrata "à influência antissemita de seus membros radicais".

Por meio do Twitter, Dean Phillips, um congressista democrata de Minnesota, se mostrou "incrédulo" com o fato de seus colegas se oporem à defesa de um dos "aliados mais importantes e a única nação judaica do mundo".

O primeiro-ministro israelense Naftali Bennett agradeceu a ambas as partes por seu compromisso com a segurança do país e ao povo americano por sua "sólida amizade".

No entanto, as objeções ao financiamento colocaram em evidência que os progressistas estão cada vez mais céticos sobre a ajuda irrestrita a Israel, três meses depois de Naftali derrotar o primeiro-ministro de direita e linha-dura Benjamin Netanyahu.

Rashida Tlaib e Ilhan Omar, as primeiras congressistas muçulmanas americanas, tuitaram sua desaprovação aos recursos, citando violações dos direitos humanos contra palestinos e a expansão ilegal de assentamentos.

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