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Rússia registra terceiro recorde consecutivo de mortes e contágios por covid-19

15.out.21 - Paciente com covid-19 é transportado em Moscou, na Rússia - Dimitar Dilkoff/AFP
15.out.21 - Paciente com covid-19 é transportado em Moscou, na Rússia Imagem: Dimitar Dilkoff/AFP

23/10/2021 08h01Atualizada em 23/10/2021 12h51

A Rússia registrou hoje mais um recorde de mortes e contágios por covid-19, pelo terceiro dia consecutivo, ao notificar 1.075 óbitos e 37.678 novos casos nas últimas 24 horas.

Desde junho, o país enfrenta uma nova onda da epidemia provocada pelo surgimento de variantes mais agressivas, uso reduzido de máscaras e uma lenta campanha de vacinação.

O balanço oficial de mortes no país desde o início da pandemia registra 229.528 vítimas, o que faz da Rússia a nação mais afetada da Europa.

Mas os dados são considerados subnotificados: a agência de estatísticas Rosstat anunciou que o país havia registrado mais de 400 mil mortes por covid-19 até o fim de agosto.

Fraca adesão à Sputnik V

Apenas um terço dos russos foram imunizados desde o lançamento da primeira vacina nacional, Sputnik V, em dezembro de 2020. Um fracasso que pode ser explicado sobretudo pela habitual desconfiança da população a respeito das autoridades.

A nova subvariante, identificada como AY.4.2, é considerada ainda mais contagiosa do que a variante Delta e já circula no país - assim como foi detectada no Reino Unido, onde um novo aumento rápido do número de casos volta a causar preocupação.

Diante do cenário sombrio, as autoridades demoraram a reagir e impor medidas restritivas pelo temor de prejudicar uma economia já fragilizada.

O presidente Vladimir Putin decretou sete dias de recesso, de 30 de outubro a 7 de novembro, em uma tentativa de frear a propagação do vírus. Os epidemiologistas alertam, entretanto, que o período mínimo para a obtenção de resultados satisfatórios pela medida seria de duas semanas.

A prefeitura de Moscou, principal foco epidêmico do país, determinou o fechamento de todas as empresas e estabelecimentos comerciais não essenciais durante 11 dias a partir de 28 de outubro.

E várias regiões decidiram adotar passaportes sanitários.

Governo culpa a população

Os críticos acusam Putin de não adotar medidas para combater a pandemia. O Kremlin admitiu ontem que sua campanha de vacinação contra o coronavírus fracassou, em comparação com a da Europa, mas culpou a população, que reluta em se vacinar. Moscou argumentou que muitos europeus viajam à Rússia para receber a vacina Sputnik V, em vez de receber os fármacos aprovados pela União Europeia.

"Estamos em uma situação pior do que a de toda uma série de países europeus, no que diz respeito à vacinação. E, de repente, com o impulso de variantes mais agressivas, há mais pessoas ficando doentes. Esta é a realidade do momento", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa. Ele próprio não se vacinou, alegando ter um nível alto de anticorpos, após ter tido a doença em maio de 2020.

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