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Moscou fecha serviços em meio a recorde de mortes por covid-19 na Rússia

Casal de idosos caminha em rua de Moscou, na Rússia - Alexander Nemenov/AFP
Casal de idosos caminha em rua de Moscou, na Rússia Imagem: Alexander Nemenov/AFP

28/10/2021 08h58

Moscou iniciou nesta quinta-feira (28) a aplicação de uma série de restrições sanitárias, incluindo o fechamento de escolas e restaurantes e a imposição de uma semana de recesso para a maioria das empresas e para a administração pública, com o objetivo de conter a epidemia de covid-19 que não dá trégua na Rússia.

As medidas restritivas em Moscou entraram em vigor no dia em que a Rússia divulga novos recordes de mortes e contágios vinculados à covid-19. Conforme números divulgados pelo governo, 1.159 pessoas morreram, e 40.096 foram infectadas com o coronavírus nas últimas 24 horas.

Restaurantes, salões de beleza, lojas de roupa ou de móveis, academias, escolas de dança e outros serviços considerados "não essenciais" permanecerão fechados na capital do país até 7 de novembro.

De acordo com Serguei Sobianin, prefeito de Moscou - cidade mais afetada pela pandemia na Rússia -, está autorizado apenas o funcionamento de locais de venda de medicamentos, alimentos e artigos de primeira necessidade.

Além disso, a maioria das empresas e dos serviços públicos deverá cumprir um recesso durante o período.

Embora a maioria das ruas no centro de Moscou registrasse pouco tráfego na manhã de quinta-feira, as principais avenidas estavam congestionadas, e o metrô, lotado.

- Fracasso da vacinação -O número total de mortes por covid-19 supera 235.000, de acordo com os dados do governo, o que faz da Rússia o país mais afetado pela doença na Europa.

Adotando uma definição mais ampla das mortes por covid-19, a agência nacional de estatísticas anunciou no fim de agosto um balanço bem maior, porém: mais 400.000 óbitos por coronavírus.

A terceira onda da pandemia é provocada pela variante delta do vírus, mais contagiosa, e pelo pouco respeito ao uso de máscaras e às medidas de distanciamento, especialmente nos transportes e nos shoppings.

A campanha de vacinação continua em ritmo lento, devido à desconfiança dos russos dos fármacos de produção nacional. Apenas um terço da população está totalmente imunizado, de acordo com o site especializado Gogov, apesar de o país ter desenvolvido quatro vacinas, incluindo a Sputnik V.

Na semana passada, o Kremlin reconheceu o fracasso da vacinação, mas atribuiu o problema à "falta de consciência dos cidadãos".

Apesar dos números, o governo se nega, ao menos até o momento, a anunciar medidas mais duras - como decretar um confinamento, ou um toque de recolher - por medo de prejudicar ainda mais uma economia em situação frágil.

O presidente Vladimir Putin preferiu, em troca, decretar um período de recesso nacional entre 30 de outubro e 7 de novembro. Esta medida já foi adotada em outras três ocasiões. Segundo o governo, o objetivo é reduzir a circulação das pessoas e, portanto, do vírus.

Sem a ordem de confinamento obrigatório, no entanto, muitos russos planejam um período de férias. O balneário de Sochi, no Mar Negro, espera receber 100.000 visitantes.

As vendas de passagens de avião para Turquia e Egito também registraram um aumento considerável.

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