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2 meses

UE identifica irregularidades nas eleições venezuelanas, apesar de 'melhores condições'

A missão de observação da UE disse que o processo eleitoral na Venezuela melhorou e que o quadro eleitoral cumpre a maior parte dos padrões internacionais - Yuri Cortez/AFP
A missão de observação da UE disse que o processo eleitoral na Venezuela melhorou e que o quadro eleitoral cumpre a maior parte dos padrões internacionais Imagem: Yuri Cortez/AFP

23/11/2021 14h17

A Missão de Observação da União Europeia na Venezuela identificou irregularidades nas eleições de domingo para governadores e prefeitos, apesar das "melhores condições" em relação às votações anteriores, afirmou nesta terça-feira(23) a chefe do grupo, a portuguesa Isabel Santos.

Embora "o quadro eleitoral venezuelano cumpra a maior parte dos padrões internacionais básicos, nossa missão conseguiu verificar falta de independência judicial, o não cumprimento do Estado de Direito e que algumas leis afetaram a igualdade de condições, o equilíbrio e a transparência", declarou em entrevista coletiva.

O governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou a maioria dos cargos nas eleições que marcaram o retorno dos principais partidos de oposição.

Os opositores boicotaram o pleito de 2018, que reelegeu o presidente Nicolás Maduro, e o de 2020, quando o chavismo recuperou o controle do Parlamento. Eles os denunciaram, então, como processos "fraudulentos".

Apesar das "melhores condições" que levaram ao retorno da maior parte da oposição e a nomeação de novas autoridades eleitorais, a campanha "foi marcada pela ampla utilização de recursos do Estado" para apoiar os candidatos, sem que houvesse "sanções por violações", afirmou.

Também "houve desqualificações arbitrárias de candidatos (...) e suspensão ou retirada de símbolos e cartões eleitorais de membros de alguns partidos", acrescentou.

A representante da UE referiu-se, assim, a decisões judiciais que entregaram os partidos mais fortes da oposição a adversários de Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela por 50 países, mas que não conseguiu destituir Maduro.

Santos disse ainda que observadores da UE verificaram a instalação de postos de controle ilegais", chamados de "pontos vermelhos", pelo partido no poder nas proximidades dos centros de votação.

Ela lamentou a morte de um eleitor em um centro de votação, em um evento que as autoridades venezuelanas classificaram como "isolado".