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1 mês

Ucrânia teme invasão e pede ação rápida para 'frear' a Rússia

29/11/2021 21h47

Kiev, 30 Nov 2021 (AFP) - A Ucrânia pediu nesta segunda-feira (29) a seus aliados que ajam com rapidez para dissuadir a Rússia de invadi-la, afirmando que uma ofensiva russa poderia começar "em um abrir e fechar de olhos".

"É melhor agir agora, não mais tarde" para "frear a Rússia", disse o chefe da diplomacia ucraniana, Dmitri Kuleba, em sessão informativa on-line.

Segundo Kuleba, a Rússia reuniu 115.000 efetivos no entorno da Ucrânia, assim com na Crimeia - península ucraniana anexada por Moscou em 2014 - e nos territórios controlados pelos separatistas no leste do país.

"O que estamos vendo é muito grave. A Rússia mobilizou uma grande força militar perto da fronteira ucraniana. Isto inclui tanques, sistemas de artilharia, sistemas de guerra eletrônica, forças aéreas e navais", alertou.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos, a Otan e a União Europeia têm expressado sua preocupação com a movimentação das tropas russas em volta da Ucrânia, temendo uma possível invasão. A Rússia negou qualquer plano deste tipo e acusou a Ucrânia e seus aliados ocidentais de aumentarem as "provocações".

O leste da Ucrânia está mergulhado em uma guerra entre o governo de Kiev e os separatistas pró-russos desde 2014, que estourou pouco depois de Moscou anexar a Crimeia. Desde então, o conflito deixou mais de 13.000 mortos.

Apesar de seus desmentidos, a Rússia é acusada de apoiar os separatistas pró-russos e de fornecer-lhes homens e armas.

Em Washington, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, chamou as movimentações de tropas russas de "uma preocupação contínua" e reafirmou o apoio às forças ucranianas, embora tenha minimizado qualquer expectativa de uma intervenção militar americana.

"Continuamos vendo movimentação, continuamos vendo que aumentam suas forças" perto da fronteira com a Ucrânia, informou Kirby.

"Estamos observando muito de perto", declarou a jornalistas, acrescentando que "não visualizamos uma intervenção militar americana neste conflito".

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