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1 mês

Novas greves afetam ferrovias britânicas e transporte aéreo na Europa

25/06/2022 16h52

Londres, 25 Jun 2022 (AFP) - O sistema ferroviário do Reino Unido ficou virtualmente paralisado neste sábado (25) e os voos na Europa sofriam perturbações, especialmente na Bélgica e na França, por greves no setor dos transportes.

Dezenas de milhares de trabalhadores ferroviários britânicos voltaram a fazer greve, pelo terceiro dia esta semana, para reivindicar aumentos salariais para fazer frente à inflação, que atinge níveis recorde no país.

A paralisação, que começou na terça-feira e também ocorreu na quinta, é a mais importante em três décadas.

Estava prevista a circulação de apenas um trem de cada cinco e que metade das linhas permanecessem fechadas, segundo o departamento de trânsito. Além disso, a circulação se limita a entre 07h30 e 18h30 locais (03h30 e 14h30 em Brasília). Também estão previstas perturbações neste domingo.

O presidente do Rail Delivery Group, que representa os operadores ferroviários britânicos, Steve Montgomery, aconselhou os usuários a viajar apenas "em caso de necessidade", e que se informem antes de fazê-lo.

O sindicato de transportes RMT, que convocou esta greve de três dias, reivindica aumentos salariais com base na inflação, mas também denuncia a perspectiva de "milhares de demissões" e de piora nas condições de trabalho.

"Em uma economia moderna, os trabalhadores devem receber corretamente por seu trabalho, beneficiar-se de boas condições e ter a tranquilidade de que não perderão seus empregos", declarou o secretário-geral da organização, Mike Lynch.

Por sua vez, o ministro dos Transportes, Grant Shapps, acusou o RMT de "prejudicar a vida das pessoas que trabalham duro todos os dias", em postagem no Twitter.

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson anunciou esta semana sua intenção de modificar a lei para permitir substituir os grevistas com trabalhadores temporários e reduzir o que considera um impacto "desproporcional" das paralisações.

- Voos afetados em Bélgica e França -Diante do aumento do custo de vida, não apenas no Reino Unido, mas em toda a Europa, cresce o descontentamento entre a população e a ameaça de um verão boreal com greves em todo o continente.

Os tripulantes de cabine da companhia aérea irlandesa Ryanair em cinco países - Espanha, Itália, França, Portugal e Bélgica - coordenaram uma greve neste fim de semana para protestar por suas condições de trabalho.

Na Bélgica, apenas 41% dos voos previstos da Ryanair decolaram neste sábado do aeroporto de Charleroi, nos arredores de Bruxelas, e a companhia se viu obrigada a cancelar 127 voos entre ontem e hoje, contou à AFP uma porta-voz aeroportuária.

A situação na Bélgica se viu complicada por uma paralisação de três dias dos funcionários da companhia Brussels Airlines, que terminou neste sábado e forçou o cancelamento de 60% dos voos da empresa pertencente à alemã Lufthansa desde a última quinta-feira.

Na França, 36 dos 80 voos habituais da Ryanair operados com funcionários franceses foram cancelados neste sábado, assinalou à AFP Damien Mourgues, delegado sindical do SNPNC, que havia convocado os cerca de 300 tripulantes da companhia nesse país a fazer greve.

Na Espanha, 12 voos foram cancelados em Madri, Barcelona, Palma, Ibiza, Santiago e Gerona, segundo o sindicato USO (União Sindical dos Operários).

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