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Êxodo dos palestinos de Gaza seria 'catastrófico', diz chefe da Acnur

Um êxodo dos palestinos da Faixa de Gaza seria "catastrófico", alertou, nesta quarta-feira (6), em entrevista à AFP, o chefe da agência da ONU para os refugiados (Acnur), Filippo Grandi, para quem os esforços devem se concentrar em buscar uma nova trégua.

"Espero que não haja um êxodo de palestinos", disse Grandi. "É muito, muito importante uma solução [da crise humanitária e da chegada de ajuda a Gaza] para evitar um êxodo que seria realmente catastrófico", acrescentou.

"Nunca podemos esquecer que dois terços dos habitantes de Gaza já são refugiados da primeira guerra" árabe-israelense de 1948-1949, destacou, em referência ao êxodo de 1948, a "Nakba", quando cerca de 760.000 palestinos fugiram ou foram expulsos de suas casas após a criação do Estado de Israel.

Israel lançou uma forte ofensiva de retaliação contra Gaza após a incursão de milícias islamistas no seu território que, em 7 de outubro, matou 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestrou cerca de 240, segundo o balanço das autoridades israelenses.

A ofensiva em Gaza deixou até agora 16.248 mortos, a maioria mulheres e crianças, segundo a assessoria de imprensa do governo do Hamas.

A passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, é o único ponto de saída de Gaza que não está sob controle de Israel.

Mas até agora apenas cidadãos estrangeiros e alguns feridos conseguiram sair do território palestino, que tem 362 km2 e cerca de 2,4 milhões de habitantes.

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