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Noboa declara emergência no setor elétrico do Equador

O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou nesta terça-feira (16) emergência no setor elétrico e pediu a renúncia da ministra de Energia, após o início de cortes programados por causa da seca que atinge o país.

"Eu declarei emergência no setor elétrico, pedi a renúncia da ministra de Energia", Andrea Arrobo, escreveu Noboa em sua conta na rede social X.

Na segunda-feira à noite, o ministério anunciou "racionamentos temporários" devido à seca e pediu à população que "diminua o consumo de energia nesta semana crítica".

Nesse mesmo dia, a Colômbia informou que parou de exportar energia para o Equador como medida para lidar com a grave seca associada ao fenômeno El Niño, que deixou os reservatórios do país com menos de 30% de sua capacidade.

Nesta terça-feira, houve cortes de energia de até três horas. A suspensão do serviço foi realizada de acordo com os cronogramas estabelecidos pelas empresas fornecedoras de eletricidade.

No entanto, o presidente afirmou que "os problemas do setor energético no Equador nos últimos anos não se devem à falta de propostas técnicas, mas sim à incapacidade de execução e firmeza para combater a corrupção enraizada" nas empresas elétricas.

Após o anúncio do ministério, Noboa deu uma instrução diferente sobre os cortes e afirmou que em abril apenas 50% da conta de luz das residências será cobrada.

"Nós não vamos ter mais apagões esta semana", disse Noboa em Guayaquil (sudoeste), onde entregou bolsas de estudo e fez campanha a favor do referendo sobre segurança, justiça e emprego que será realizado no domingo.

O governo não especificou a partir de quando os cortes de energia cessarão.

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Durante o governo de seu antecessor, o presidente Guillermo Lasso, o Equador enfrentou cortes de energia de até quatro horas devido aos baixos volumes dos rios que alimentam as hidrelétricas.

Naquela ocasião, o Equador chegou a um acordo com a Colômbia para a compra de energia.

O operador que administra os reservatórios colombianos registrou em março a exportação de 129 gigawatts/hora para o Equador, que aumentou suas importações de energia no final de 2023, também devido às secas associadas ao El Niño e ao aquecimento global.

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