Lama vista em Abrolhos pode ser da barragem de Mariana, diz Ibama

Lama de barragem que se rompeu em Minas avança sobre o mar no Espírito Santo (Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

Depois de avançar sobre o mar no Espírito Santo, lama da barragem da Samarco que se rompeu em Minas pode ter chegado ao sul da Bahia, atingindo o Parque Nacional dos AbrolhosPaulo de Araújo/Ministério do Meio Ambiente

Os presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marilene Ramos, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Claudio Maretti, informaram hoje (7), em entrevista coletiva, que estão monitorando uma mancha no oceano que chegou à região sul da Bahia e já atingiu o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, local com maior biodiversidade de corais do Atlântico.

De acordo com a presidenta do Ibama, a mancha está sendo associada à lama de rejeitos de mineração da Samarco, que está concentrada na foz do Rio Doce. A mancha vinha se espraiando no último mês para o sul do litoral do Espírito Santo, mas, nos últimos dois dias, devido às fortes chuvas na área, passou a se espalhar também na direção norte do estado.

"O sobrevoo da região por especialistas leva a crer que a origem dela [mancha] é a lama de rejeitos da Samarco e, por isso, já notificamos a empresa [Samarco] para realizar coletas e avaliar se é de fato a lama despejada no Rio Doce", disse Marilene Ramos.

Ela informou que a coleta das primeiras amostras foi feita nesta quinta-feira e que os resultados devem sair em até 10 dias.

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