Meirelles: análise do FMI sobre economia do país está em linha com a brasileira

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (30) que a avaliação feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia brasileira está de acordo com a análise do governo. "As sugestões do FMI estão bastante em linha com aquilo que nós estamos propondo", disse Meirelles.

Em declaração divulgada ontem (29), o FMI recomendou a revisão da fórmula para cálculo do salário-mínimo, a aprovação de um teto para os gastos públicos e as reformas da Previdência e trabalhista no Brasil.

"A avaliação do FMI está bastante em linha com a avaliação que nós temos feito sobre a economia brasileira e com as propostas que estamos fazendo. Eles dizem que existe necessidade de um ajuste fiscal. Eles dizem que a PEC dos gastos precisa ser aprovada, quanto mais cedo melhor. É o que nós estamos dizendo e fazendo", disse o ministro após participar de evento com empresários na capital paulista.

Salário-mínimo e direitos trabalhistas

Questionado sobre a recomendação do FMI de se alterar o cálculo do salário-mínimo, o ministro da Fazenda disse que a proposta do fundo ainda será analisada pelo governo brasileiro, já que a questão deverá ser discutida conjuntamente com a Reforma Previdenciária.

"Eles fizeram uma recomendação que evidentemente será objeto de análise. Porque isso aí é questão dos benefícios previdenciários. Um estudo que estará no âmbito da discussão da reforma da Previdência. Isso é um assunto já colocado, na medida em que a reforma da Previdência ainda está em discussão", disse.

Sobre recomendação do FMI para a reforma trabalhista, o ministro disse que a proposta do fundo é genérica e que é necessário mais tempo para alguma definição. "A recomendação do FMI é genérica, ela não diz exatamente como deve ser feita, se é pela Justiça, ou se é pelo Congresso", disse. "[Essa questão] já está tendo um trânsito judicial e é possível que não seja necessário alguma medida congressual, isso aí vamos aguardar".

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