Desemprego tem pequena alta na região metropolitana de São Paulo

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

A taxa de desemprego nos 39 municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo subiu de 17,2%, em agosto, para 17,5% , em setembro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa taxa foi a segunda mais alta do ano, ficando abaixo apenas das variações apuradas em maio e junho, ambas com 17,6%.

Comparado a igual mês do ano passado, a taxa ficou bem maior. Em setembro de 2015, havia 14,2% da População Economicamente Ativa (PEA) desempregada, com um total de desempregados  estimado em 1,926 milhão.

O levantamento de setembro 2016 mostra que caiu tanto o número de pessoas em disputa de uma vaga (-1,1%, somando 119 mil concorrentes a menos) quanto o saldo de postos de trabalho, com um corte de 1,4% equivalente a 131 mil demissões. O nível de ocupação apresentou um recuo de 1,4%.

Na indústria de transformação, foram eliminados 37 mil postos de trabalho, com queda de 2,7% sobre agosto último; no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, houve um corte de 41 mil vagas com retração de 2,6%; no segmento de serviços, foram fechados mais 79 mil postos, com redução de 1,4%. O setor da construção civil foi o único que ampliou as contratações,  com taxa de 3,1% e oferta de 18 mil novos empregos.

Com o mercado de trabalho mais enxuto, também houve diminuição nos rendimentos brutos. Entre julho e agosto deste ano, os ocupados tiveram uma perda de 2,2%, passando a receber mensalmente R$ 1.948,00 e os assalariados estavam ganhando 1,8% a menos do que no trimestre encerrado em julho, o equivalente a R$ 2.018.

Nos últimos 12 meses, o número de desempregados aumentou em 345 mil pessoas com a eliminação de 469 mil postos de trabalho, o que representa uma queda de 4,9% enquanto a saída de pessoas do mercado de trabalho atingiu 124 mil (-1,1%).

Todos os setores reduziram as ofertas de emprego, sendo que a maior taxa foi constatada no segmentos de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-12% com um corte de 214 mil vagas). Na indústria de transformação ocorreu uma redução de 10,5% com uma queda de 154 mil postos; na construção foram eliminados 61 mil empregos (-9,1%) e nos serviços, ocorreu a menor diminuição (-0,6% correspondente ao fechamento de 35 mil postos).

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