Servidores da Cedae entram em greve para protestar contra privatização

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Os servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro entram em greve amanhã (7) para protestar contra a proposta do governador Luiz Fernando Pezão de privatização da empresa que será analisada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na quinta-feira (9). O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Sintsama-RJ) garantiu que não faltará água para a população e que a paralisação vai respeitar a Lei de Greve, que exige que 30% dos funcionários da empresa continuem operando o sistema.

Ontem, funcionários da companhia fizeram manifestação na orla de Copacabana. O Projeto de Lei 2.345/17, que autoriza a venda da Cedae, é pré-condição imposta pelo governo federal para liberar empréstimos e aliviar a dívida estadual com a União. O projeto autoriza o governo a vender as ações da companhia e dá prazo de seis meses para a contratação da instituição financeira federal que será responsável pelo processo de privatização. A proposta também autoriza o governo do Rio a contrair empréstimos de até R$ 3,5 bilhões que terão como garantias as ações da Cedae. Os recursos obtidos com a venda da companhia  devem ser usados para quitar o empréstimo. De acordo com o executivo, a intenção do empréstimo é colocar em dia a folha de pagamento dos servidores, quitar dívidas com fornecedores e garantir o funcionamento da máquina pública.

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) pretende fazer no dia 7 um ato em defesa da Cedae, ao meio-dia, em frente à Alerj e, no dia seguinte, uma vigília, no mesmo local e horário, quando os manifestantes pretendem percorrer os gabinetes dos deputados. Na quinta-feira (9), os servidores têm programado um grande protesto contra o pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo estadual e que será votado na Alerj e em defesa da Cedae.

Na semana passada, reabertura dos trabalhos legislativos da Casa, houve um protesto que terminou em confronto entre a polícia e os servidores. Um ônibus foi queimado, o comércio na região fechou as portas e estações do metrô próximas também fecharam. 

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