Maia diz que vai trabalhar "com paciência" para aprovar reforma da Previdência

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil

Após a aprovação da reforma trabalhista no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que agora vai trabalhar para conseguir os votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência.

Maia disse que nas últimas semanas houve problemas na articulação das votações, principalmente na base de apoio do governo, mas avaliou que graças a uma reorganização, o Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma, foi aprovado por 296 votos contra 177.

Ao ser confrontado por jornalistas com o dado de que o número de votos a favor da reforma trabalhista não seria suficiente para aprovar a reforma da Previdência, tema considerado prioritário pelo governo no Congresso e que tramita na forma de proposta de emenda à constituição (PEC), Maia disse que ainda há tempo para atuar junto aos deputados em favor da aprovação. Projetos de lei exigem maioria simples para aprovação na Câmara. PECs, no entanto, precisam ser aprovadas por três quintos do total de deputados.

"Temos aí duas ou três semanas e, com muita paciência, vou trabalhar para que a gente possa chegar no plenário com número para aprovar a reforma da Previdência. Eu acredito que precisamos avançar nessa reformas e entregar, em 2018, um Brasil reorganizado e reequilibrado", disse Maia, ao completar: "A favor da reforma trabalhista tivemos quase 300 votos. Agora nossa obrigação é mostrar a eles a importância que a reforma da Previdência tem".

Oposição

O líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), avalia que o placar da aprovação da reforma trabalhista é um "sinal péssimo" para a votação da previdenciária. "A Previdência é muito mais sensível porque ela mexe imediatamente com a vida. Portanto, duvido que os deputados que tiveram tanta ousadia ontem em subir à tribuna e defender a reforma trabalhista tenham coragem de subir e defender o fim da aposentadoria rural, porque na prática é isso", disse Guimarães.

Para o líder da minoria, a aprovação da reforma trabalhista deu combustível para a greve geral marcada para amanhã (28) por movimentos sindicais.

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