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Ágio de 9% mostra baixa percepção de risco em leilão de usinas, diz ministério

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

27/09/2017 12h40

O ágio médio de 9,73% no leilão de quatro usinas hidrelétricas operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), realizado hoje (27) na Brasil, Bolsa, Balcão (B3, antiga BM&F Bovespa), foi significativo, avalia Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Para Pedrosa, o percentual demonstra a baixa percepção de risco por parte dos investidores, apesar de as usinas leiloadas serem alvos de disputas entre a Cemig e o governo. As concessões das hidrelétricas à Cemig serão encerradas este ano, mas, para a empresa, os contratos em vigor preveem a renovação automática. "Em todo processo de concessão sempre há, no Brasil, um certo questionamento. [Os proponentes] fizeram propostas concretas, com valores significativos. Foi leilão com ágio em todos os processos, que demonstram que a percepção de risco não é significativa", disse Pedrosa. De acordo com o ministro, a expectativa de que a Cemig participasse da disputa de hoje era grande, mas a companhia não apresentou propostas. Empresas Representantes das empresas que arremataram lotes no leilão, o grupo chinês Spic Pacif Energy PTY e o Consórcio Engie Brasil Minas Geração, reafirmaram que acreditam nas leis do país e na solução da questão com a Justiça. O Consórcio Engie complementou que, há 20 anos presente no país, respeita os compromissos ambientais, sociais e trabalhistas bresileiros. No pregão, o primeiro lote, da hidrelétrica de São Simão, em Goiás e Minas Gerais, foi arrematado pelo grupo Spic Pacif Energy PTY - a única proposta oferecida, por R$ 7,18 bilhões, ágio de 6,51%. Venceu a disputa pelo segundo lote, referente à hidrelétrica Jaguara, em Minas Gerais e São Paulo, o Consórcio Engie Brasil Minas Geração, por R$ 2,17 bilhões, ágio de 13,59%. O Consórcio Engie também arrematou o terceiro lote, da hidrelétrica de Miranda, Minas Gerais, por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%. O último lote, de Volta Grande, em Minas Gerais e São Paulo, foi arrematado pela Enel Brasil S.A., com ágio de 9,84% e valor de R$ 1,4 bilhão. Todos os contratos têm prazo de 30 anos.