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Casos de SRAG continuam crescendo entre adultos, diz Fiocruz

O informativo refere-se ao período de 1º a 7 de maio e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 deste mês - iStock
O informativo refere-se ao período de 1º a 7 de maio e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 deste mês Imagem: iStock

12/05/2022 14h17Atualizada em 12/05/2022 14h53

O boletim Infogripe divulgado hoje (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra indícios de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) entre a população adulta em diversos estados do Brasil. Os dados mostram que a covid-19 é a principal causa do aumento.

O informativo refere-se ao período de 1º a 7 de maio e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 deste mês.

O novo boletim mostra que continua a tendência de aumento de casos apontada no último relatório, divulgado na semana passada. A estimativa é de 5 mil casos, em média, na primeira semana de maio, número superior aos 4,7 mil casos da última semana de abril.

Segundo o boletim, no geral, a maior parte dos casos, o que corresponde a 41,2% dos vírus testados, é de vírus sincicial respiratório (VSR), que está fundamentalmente restrito a crianças pequenas. Entre os adultos, predomina o Sars-CoV-2, causador da covid-19, que corresponde a 37% do total de casos.

O estudo mostra que 17 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo, ou seja, considerando as últimas seis semanas: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Em Minas Gerais, há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, ou seja, considerando os últimos três meses.

O Infogripe mostra ainda que entre as mortes, a causa que prevalece é a covid-19 (81,6% dos casos); em seguida, o VSR (8,5%), a Influenza A (2,8%) e a Influenza B (0,7%).