Topo

Seca faz cidades do interior de SP decretarem emergência

Em Franca (SP)

07/07/2014 08h21

A estiagem recorde enfrentada pelo Sudeste do País tem feito cada vez mais cidades de São Paulo e de Minas Gerais adotarem o racionamento, para reduzir o consumo de água, ou decretarem estado de emergência. Além do desabastecimento, a seca tem prejudicado também setores como a agricultura e o turismo dessas cidades.

Em Minas Gerais, segundo o boletim da Defesa Civil divulgado na quinta-feira, neste ano 129 municípios já decretaram estado de emergência por falta de água. Em alguns até o abastecimento da população corre risco, enquanto que em outros é a economia que está à beira do colapso com prejuízos, sobretudo, para a agricultura.

Marmelópolis (MG) é uma das localidades castigadas pela falta de chuva. No município, os 3.000 moradores -incluindo a metade que reside na área rural - ficam de torneiras secas das 11 até as 17 horas. A prefeitura local culpa a baixa vazão das nascentes e já estuda furar poços artesianos em busca de água.

Em Luz (MG), cidade com pouco mais de 17 mil habitantes e que também decretou emergência, a falta de água foi sentida na agricultura, principalmente, nas lavouras de milho que alimenta o gado. Elas não renderam o esperado e agora, com pouco alimento para os animais, eles produzem menos leite, fonte importante da economia local.

No Estado de São Paulo, o maior problema tem sido o racionamento, cada vez mais necessário para garantir o fornecimento nos próximos meses. Somente na região de Ribeirão Preto são mais de 20 municípios com problema de falta de água. Em Santa Rita do Passa Quatro, o corte começou na quarta-feira e está deixando a cidade por mais de dez horas diariamente sem água.

Na cidade não chove há um mês e a orientação para os moradores é no sentido de se evitar o desperdício ao máximo. Com a estiagem prolongada, as torneiras ficam secas das 13h às 16h e das 22h às 5h30 do dia seguinte. A prefeitura informa que para fazer a represa que abastece o município voltar ao normal seriam necessários mil caminhões-pipa.

Corte

Em outras cidades, como Casa Branca, vão completar cem dias que a água vem sendo cortada das 6 às 20 horas. Já em Santa Cruz das Palmeiras a medida é tomada das 6 às 17 horas e começou a valer há um mês. Em Tambaú a situação é ainda mais crítica e foi decretado estado de emergência no dia 27 de junho na expectativa de se conseguir ajuda do governo estadual. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Mais Notícias