Apuração da CPI dos Fundos de Pensão contou com 350 quebras de sigilo bancário

  • Agência Senado

    Sérgio Souza é o relator da CPI dos Fundos de Pensão

    Sérgio Souza é o relator da CPI dos Fundos de Pensão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, cuja sessão de leitura do relatório final teve início na tarde desta terça-feira (12), informou que foram decretadas 350 quebras de sigilo de contas bancárias. Os dados de 63 quebras de sigilo ainda não chegaram à CPI.

"Na nossa avaliação, esse atraso nos relatórios não traz prejuízos. A grande maioria dos bancos contribuiu e assim que esses documentos chegarem iremos encaminhá-los para o Ministério Público e para a Polícia Federal", afirmou o presidente da comissão, o deputado Efraim de Araújo Morais Filho (DEM-PB).

O relatório final foi divulgado hoje e tem 832 páginas. A votação do parecer está marcada para a próxima quinta-feira.

Conforme adiantou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o texto final pede o indiciamento de até 200 pessoas envolvidas em esquemas fraudulentos que deram prejuízo de mais de R$ 3 bilhões a quatro das maiores entidades de previdência complementar do País. A votação do parecer está marcada para a próxima quinta-feira. A expectativa é de que o relator faça a leitura de 70 páginas do documento.

A comissão analisou mais detalhadamente 15 casos que apontaram fraude e má gestão dos investimentos feitos pelos dirigentes da Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), da Petros (Petrobras), da Funcef (Caixa Econômica Federal) e do Postalis (Correios).

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