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Processo de impeachment

Meirelles diz que primeiro objetivo deve ser a retomada da confiança

Em Brasília

  • Zé Carlos Barretta/Folhapress

    Meirelles é cotado para o Ministério da Fazenda em eventual governo Temer

    Meirelles é cotado para o Ministério da Fazenda em eventual governo Temer

Cotado para assumir o comando do Ministério da Fazenda, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles afirmou nesta segunda-feira (2) que o primeiro objetivo a ser perseguido para que a economia brasileira volte a crescer deve ser a retomada da confiança.

Segundo Meirelles, um "aspecto chave" para conseguir retomar a confiança é colocar a dívida pública em trajetória de queda. Com isso, na avaliação dele, será possível as empresas voltarem a contratar, os bancos, a emprestar, e a economia voltar a funcionar.

Em entrevista após reunião com o vice-presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, Meirelles admitiu que uma proposta de fixação de um teto para os gastos públicos é uma das opções a ser analisada em um eventual governo do peemedebista.

"O fiscal é fundamental", afirmou o ex-presidente do BC, sem dar mais detalhes sobre a proposta. Atualmente, já tramita no Congresso Nacional projeto de Lei Complementar nesse sentido.

Bolsa Família "equacionado"

Meirelles também afirmou que o reajuste do Bolsa Família e a proposta de reajuste da tabela do Imposto de Renda anunciados pela presidente Dilma Rousseff precisarão ser "medidos e equacionados" em um eventual governo Michel Temer.

"Isso exatamente vai ter que ser devidamente medido, equacionado. O país tem condições de honrar os seus compromissos, a questão toda é exatamente o custo", afirmou Meirelles, após reunião de mais de três horas com o vice-presidente.

O ex-presidente do BC defende o regime de concessões na área de infraestrutura como uma das formas de ajudar a retomada do investimento privado no País e, consequentemente, da geração de empregos. Ele evitou, no entanto, comentar sobre uma possível reforma da Previdência Social.

De acordo com Meirelles, somente após as definições políticas será possível definir as prioridades da economia. Apesar de seu nome já ser dado como certo e de já falar como ministro, o ex-presidente do BC evitou dizer se já recebeu convite oficial para ocupar o cargo.

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