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Processo de impeachment

'Deveremos ter entre 60 e 63 votos a favor do impeachment', diz Eliseu Padilha

Em São Paulo

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    "Sendo conservador, deveremos ter 61 votos", disse Padilha

    "Sendo conservador, deveremos ter 61 votos", disse Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em entrevista à "Rádio Estadão" na manhã desta segunda-feira (22) que a expectativa do governo interino de Michel Temer (PMDB) é obter entre 60 e 63 votos na votação final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), no Senado.

"Deveremos ter entre 60 e 63 votos a favor do impeachment", disse o ministro, emendando: "Sendo conservador, deveremos ter 61 votos." A votação final do processo de impeachment da petista começa no dia 25 de agosto.

Apesar da previsão, Padilha disse que o governo respeita a independência entre os poderes e que o impeachment é questão do Senado. Mas, pela sua previsão, Temer deverá contar com ampla maioria para continuar no comando do país.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, ao tornar-se definitivo, o governo Temer será ainda mais objetivo para executar as ações necessárias para recolocar o país na rota do crescimento.

"Governo enquanto interino deixa interrogações, é natural", afirmou. "Com governo definitivo, teremos de conter a expansão da dívida pública e reformar o nosso sistema previdenciário", disse.

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Olimpíadas

Na entrevista, ele também fez um balanço dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Na sua avaliação, o balanço das Olimpíadas é "altamente positivo". "Fizemos muito com pouco dinheiro [e mostramos] que o brasileiro é responsável e acolhedor", afirmou.

Padilha justificou a ausência de Temer na cerimônia de encerramento ontem à noite afirmando que situação semelhante aconteceu nos jogos de Londres e Pequim. "Ele [Temer] apenas seguiu o protocolo."

Ao falar do balanço que considera positivo, o ministro disse que os jogos apresentaram índice de segurança próximo de 90% e nos aeroportos, a pontualidade foi de mais de 95%. E repetiu: "Fizemos muito com pouco dinheiro."

O ministro também afirmou que os jogos olímpicos permitiram mostrar ao mundo que o Brasil tem capacidade de atrair investimento estrangeiro com segurança jurídica. E argumentou que o governo tem trabalhado para mostrar que se pode investir no Brasil com segurança jurídica.

Impostos e Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil declarou que "já está descartado aumento de impostos com este novo Orçamento". Afirmou que a reforma da Previdência é absolutamente necessária. E argumentou que todo dinheiro do orçamento será pouco para aposentadorias, se não tiver uma reforma na previdência pública. "Além de estancar a dívida, temos de reformar nosso sistema previdenciário", afirmou.

"O governo vai mostrar que se não alterar o sistema previdenciário, não haverá dinheiro para bancar [as aposentadorias]", afirmou. O ministro garantiu, entretanto, que quem já tiver "direito adquirido" não precisa se preocupar, porque o governo levará em conta um período de transição. "Respeitaremos [esse período]", frisou.

Padilha destacou que o governo está trabalhando com a idade mínima de 65 anos e que essa alteração será implementada mediante um período de transição. "O Brasil envelheceu e não criou riqueza para "manter os idosos com dignidade".

O peemedebista afirmou ainda que o governo tem como objetivo tornar sustentável o sistema previdenciário. Segundo ele, a reforma da previdência faz parte do ajuste nas contas públicas e na trajetória da dívida.

Cunha

Padilha disse também que o governo acompanha o julgamento do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da mesma forma que observa o de Dilma.

Ele comentou que, assim como a votação do processo de Dilma, o julgamento de Cunha também é uma questão do Legislativo. "O partido (PMDB) não pode ser responsável por Cunha", afirmou o ministro, destacando que o ideal seria que ele pudesse comprovar que as denúncias contra ele não se sustentam.

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